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A parede de vento de Rozenburg

A parede de vento de Rozenburg

Rozenburg é uma pequena e antiga cidade portuária na Holanda (Países Baixos), província de Zuid-Holland que recebe um considerável tráfego marítimo há séculos. Após a Segunda Guerra Mundial, o porto de Rozenburg cresceu rapidamente ao longo do rio Nieuwe Mass em direção ao mar. Devido ao crescente tráfego marítimo, um canal foi construído no final dos anos 1960, paralelo ao já existente canal Niewindwall uwe Waterweg.

Este novo canal foi chamado de Caland, em homenagem a um engenheiro civil holandês, que foi o responsável pela construção do canal Nieuwe Waterweg. Este canal serve de acesso a navios de grande calado, em particular navios graneleiros e navios petroleiros, cada vez maiores que vem do Mar do Norte e vão para as docas de Europoort, um dos portos mais ativo do mundo e considerado a principal entrada marítima na Europa e ao porto industrial de Brittaniehaven. Com o aumento das dimensões dos navios, o canal navegável foi se tornando cada vez mais estreito e de difícil navegabilidade durante ventos fortes, principalmente na ponte Calandburg, onde o centro da ponte é erguido e o navio rebocado, precisa passar pelo estreitíssimo espaço embaixo dela.

Em meados da década de 1980, o arquiteto Martin Strujis e o artista Frans de Wit foram contratados para projetar uma barreira efetiva para os ventos ao longo da parte mais crítica do canal, mas que ficasse esteticamente agradável e a Windwall Rozenburg, foi o resultado desta parceria. A parede utiliza cerca de 125 placas de concreto individuais, alguns retangulares e outros cilíndricas, ao longo de um comprimento de 1,75 quilômetros, que reduz cerca de 75% dos ventos naquela parte do canal. A parede acabou se tornando uma grande instalação de arte paisagística na região.

Na parte sul do canal, as placas são mais largas e em forma de semicírculos, com alturas que variam de 18 a 25 metros, para desviar os ventos.  À medida que se aproxima da ponte de Calandburg, no entanto, a largura das lajes semicirculares da parede são substancialmente reduzidas e os espaços entre elas também é reduzido, assim impedindo a passagem do vento. Na extremidade norte da ponte, as placas semicirculares são substituídas por placas retangulares de 10 metros de altura, colocadas no topo de um monte de 15 metros de altura e assim atingindo os 25 metros de alturas das demais. A barreira de placas termina numa floresta, perto de uma área com grandes tanques de armazenamento de gás e combustíveis.

Veja vídeo abaixo de um graneleiro sendo rebocado pela ponte Calandburg, mostrando a dificuldade nessa parte do canal. O canal marítimo tem prioridade, de modo que o tráfego rodoviário e ferroviário na ponte enfrenta uma longa espera. Para diminuir o congestionamento, foi construído um túnel em 2004.

Fontes: 1 2 3

“Aprenda com o ontem, viva para o hoje, acredite no amanhã. O importante é não parar de questionar!”. – Albert Einstein

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