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Um museu no Vale das Baleias

Um museu no Vale das Baleias

No deserto de Wadi al-Hitan, numa região conhecida como Vale das Baleias, a cerca de 170 quilômetros ao sudoeste de Cairo, no Egito se encontra o primeiro museu do Oriente Médio dedicado aos fósseis das baleias ancestrais, a forma mais primitiva de baleias, conhecidas com “walking whale” ou “A Baleia que Caminha”. O museu Fossils and Climate Change Museum, foi construído na forma de uma cúpula na cor de areia para se integrar completamente a região e sua construção realizada devido a uma parceria com o governo Italiano que disponibilizou 2 bilhões de euros, de acordo com o embaixador italiano Maurizio Massari.

A peça central do museu tem 37 milhões de anos de idade e 20 metros de comprimento, sendo um esqueleto de baleia com pernas dianteiras, que comprovam que as baleias modernas evoluíram de mamíferos terrestres. O museu no Vale das Baleias também é o lar de ferramentas pré-históricas usadas ​​por seres humanos adiantados e vários fósseis de baleias expostas em caixas de vidro que corroborem a transição evolucionária das primeiras baleias terrestres em criaturas da água.

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Museu em forma de cúpula cor de areia é quase imperceptíveis na paisagem do deserto de tirar o fôlego que se estende por toda parte.

O Vale das Baleias que há cerca de 40 a 50 milhões de anos atrás estava submerso por água, conhecido como mar de Tétis, que ia até o sul do atual mar Mediterrâneo , contém importantes restos fósseis da primeira subordem de baleias, chamadas de “Arqueocetos“. Esses resquícios arqueológicos representam um dos principais registos da história da evolução das espécies: a transformação de animal terrestre para aquático sofrido pelas baleias.

O Vale é o sítio mais importante do mundo para demonstrar tal processo evolutivo. Ele retrata com precisão a forma e a vida desses mamíferos durante a transformação. O número, a concentração e a qualidade dos fósseis são únicos, onde até mesmo material no estômago dos fosseis estavam bem preservados. Este testemunho mostra tais animais perdendo os seus membros traseiros, os corpos aerodinâmicos (como os das baleias modernas), ao mesmo tempo em que apresentam aspectos primitivos de estrutura óssea. Outros materiais fósseis encontrados na localidade permitem reconstruir o ambiente e as condições ecológicas da época. O vale foi incluído como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2005.

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Em exposição no museu que inaugurou no dia 14 de janeiro de 2016, o maior fóssil intacto de baleia Basulosaurus.

O Museu inaugurado recentemente é um esforço do governo egípcio de atrair turistas e restaurar a confiança na segurança de suas atrações, pois o turismo no país está decrescente desde as manifestações de 2011 e da queda do avião russo no deserto do Sinai em outubro de 2015, com suspeita de atentado terrorista. Já o ministro do Meio Ambiente do Egito, Khaled Fahmy advertiu contra a interpretação de abertura do museu como um “endosso completo da teoria da evolução“, que entra em conflito com o Islã. “Isso é um assunto completamente diferente“, disse ele. “Nós ainda estamos amarrados ao nosso sistema de crença islâmica“.

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Fóssil de uma sirenia (vaca de mar) está preservado na área de reserva natural de Wadi Al-Hitan, ou “Vale das Baleias”, no deserto de Al Fayoum Governorate, ao sudoeste do Cairo

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Exemplo da evolução das baleias ancestrais | Crédito da foto

Exemplo da evolução das baleias ancestrais

Crédito de todas as fotos: Thomas Hartwell / AP Photo

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Ver Comentários (2)

2 Comentários

  1. Thiago Lacet

    18 de Janeiro de 2016 às 16:44

    Parabéns pelo site, espetacular!

    • Magnus Mundi

      30 de Janeiro de 2016 às 17:06

      Obrigado Thiago. Com ajuda de vocês, tentaremos sempre melhorar o conteúdo, para assim ser um site que agrade as pessoas que gostam desse tipo de assunto.

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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