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Victoria Way, o jardim das esculturas

Victoria Way, o jardim das esculturas

Você se sente perdido no tortuoso caminho da vida? Está pensando muito sobre o propósito de sua existência, ou sente que não está em harmonia com você mesmo? Talvez deva visitar Victoria Way, (Caminho de Victoria), perto da vila de Roundwood, no Condado de Wicklow, na Irlanda e conhecer o jardim das esculturas incomuns, também conhecido por Indian Sculpture Park, um imenso parque de 9 hectares, que foi concebido pelo seu criador Victor Langheld em 1989, depois de viajar pelo mundo em busca de iluminação espiritual.

Victor Langheld é uma alemão que aos cinco anos sobreviveu ao bombardeio de sua cidade Dresden, na Segunda Guerra Mundial. De família rica, ele ganhou uma soma considerável de seu pai, que um dia lhe disse “faça algo com sua vida“, e então, ele viajou ao redor do mundo e experimentou diferentes ordens religiosas na Tailândia, Japão e Sri-Lanka, e aos 25 anos foi para a Índia, e se tornou um monge budista.

Victoria Way, o jardim das esculturas

Langheld passou muito tempo em contemplação, buscando o sentido da vida e se familiarizando com as várias abordagens filosóficas e tradições culturais. Mas por onde passava, ele não conseguia encontrar as respostas que procurava, e por ser muito questionador, acabou sendo expulso na maioria dos mosteiros e templos em que ficou. Quando resolveu se estabelecer definitivamente na Irlanda, patrocinou a construção do parque com 24 estátuas de granito e 3 de bronze, desenhadas por ele e confeccionadas na Índia.

As esculturas em seu jardim foram concebidas para que conscientizem as pessoas a refletirem sobre o significado de suas vidas. Lengheld descreve o seu jardim dessa forma: “É algo como uma crise de meia idade! Um espaço contemplativo para as pessoas por volta dos 30 anos, que começam a perceber que a vida não se resume ao que a grande maioria das pessoas fazem: de ter um emprego instável, uma casa, esposa e filhos, e sentem a necessidade de algo mais e precisam avaliar a qualidade e o rumo de suas vidas. Jesus só se revelou aos 30 anos, Buda também, e eles deram uma guinada radical em suas vidas“.

Victoria Way, o jardim das esculturas

Se Langheld está certo na sua justificativa da criação do parque, não sabemos, mas o passeio no jardim privado dele é direcionado, para que as pessoas sigam uma determinada rota e visitem as esculturas, leem as inscrições em cada uma delas e reflitam sobre a vida. Tudo começa no portão, batendo num gongo, e depois de aberto, se depara de frente a numa vagina dentada de granito preto, sendo protegido por uma cobra, vindo de cima e com duas mulheres seminuas em cada lado, entrada essa que dá num túnel estreito, e que leva para a área mais aberta do parque. A ideia de passar pelo túnel, que é como se estivesse voltando ao útero, em seguida, é hora de conhecer sete esculturas que irão orientá-lo sobre a dor e a perda da auto realização. As estátuas estão espalhadas pelo lugar, cercadas por gramados, florestas e lagoas.

Victoria Way, o jardim das esculturas

Victor Langheld

Uma placa na entrada do parque, diz que ele é dedicado a memória do matemático Alan Turing, cientista que desempenhou um papel importante na criação do computador moderno. O filme “O Jogo da Imitação“, sobre criptografia, é baseada na vida deste cientista. O parque está sempre acrescentando novas esculturas, as últimas foram sete stupas, que são um símbolo budista, que representa a mente de todos os seres iluminados, porém cada stupa do parque tem equações matemáticas e o conjunto delas, é um enigma para ser decifrado pelos visitantes.

Muitas das esculturas incluem pequenos detalhes da vida moderna, como uma pequena caneca com cerveja Guinness ao lado de um Ganesha, ou um telefone celular Nokia escondido na parte de trás do Buda que passa fome. Incluímos nesse artigo, muitas imagens, para que você possa avaliar, se o ex monge está correto quanto ao seu jardim particular ou deva voltar a buscar a iluminação em algum mosteiro budista.

Victoria Way, o jardim das esculturas

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Crédito das fotos: 1

Fontes: 1 2 3

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Julio Cesar e sou o idealizador do site Magnus Mundi, um espaço para compartilhar informações sobre lugares, eventos, artes e histórias inusitadas pelo mundo afora.

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