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A batalha das fogueiras da Holanda

A batalha das fogueiras da Holanda

Todos os anos de 27 a 31 de dezembro, dois grupos holandeses, dos distritos vizinhos, Scheveningen (norte da praia) e Duindorp (sul da praia) da cidade de Haia, disputam entre si, cada um deles ocupando a área oposto do canal de Buitenhaven, canal esse que divide a praia, para ver qual conseguirá fazer a “maior fogueira da Holanda“, que ficou conhecido como a “Batalha das fogueiras”.

A disputa já virou tradição, e vem de longa data, sendo uma questão de orgulho mantém viva o entusiasmo e a determinação dos participantes em empilhar paletes de madeira tão alto quanto possível. A disputa é acompanhada de perto não só dos moradores dos dois distritos participantes, mas também de toda a Holanda e de outros países. Visitantes vêm da América, França, Alemanha, Inglaterra e outros para ver as fogueiras ardendo e aquecendo também a economia local na baixa temporada. Antes do acendimento das fogueiras na meia noite do dia 31 de dezembro, há shows de artistas e queima de fogos de artifícios.

A tradição de acender fogueiras na Holanda para celebrar eventos importantes já vem de séculos atrás. Em Scheveningen, a primeira fogueira acesa depois do Natal, provavelmente foi por volta de 1850. Após a Segunda Guerra Mundial, Haia, a terceira cidade mais populosa dos Países Baixos tornou-se o centro da celebração do ano novo. Naquela época, grupos de jovens saiam à procura de árvores de natal nos quintais das casas, para atear fogo. Isso acabou gerando, brigas entre gangues rivais, e muitas vezes resultava em várias pessoas feridas.

A batalha das fogueiras da Holanda

Crédito da foto

A polícia tentou manter a situação sob controle, designando seis áreas da cidade, onde poderiam acender as fogueiras. Mas ninguém respeitou e as fogueiras sendo acesas por todo os lugares, como sempre, e as pessoas jogando tudo quanto é tipo de material inflamável no fogo: árvores de natal, madeira, pneus e móveis e isso acabou se tornando perigoso demais e que poderia trazer consequências trágicas no futuro. Além do excesso de bebidas consumidas pelos jovens que participam e que no fim geravam muitas brigas e confusão, outros problemas ocorriam por toda a cidade, fazendo as autoridades tomarem uma decisão drástica e restringir a tradição de acender fogueiras depois do Natal, apenas numa determinada área da praia.

A cidade propôs então que as pessoas poderiam construir fogueiras tão altas e grandes quando conseguissem construir, desde que eles mantivessem a disputa organizada e somente na área determinada e só poderiam usar paletes de madeira. Nenhuma queima de pneus ou árvores de natal era permitido. A maioria das pessoas acharam as novas regras rigorosas demais e que acabavam com a emoção da procura de árvores de natal pelos bairros e outras coisas para queimar. No inicio até que muitos grupos de diferentes bairros participaram, mas com o tempo acabaram desistindo, restando apenas os de Scheveningen e Duindorp.

Na disputa de 2015, o grupo  Duindorp foi o ganhador da competição com a altura de 33,80 metros, 2,10 metros maior que a do concorrente. Esse mesmo grupo havia ganhado em 2014, com um pira de 21 metros de altura. Cada grupo chega a usar mais de 30.000 paletes em suas fogueiras e a do grupo Duindorp de 2015, será registrada no Guinness Book of Records como a “maior fogueira do mundo”.

A batalha das fogueiras da Holanda

Crédito da foto: Hollandse-Hoogte via ZUMA Imprensa

A batalha das fogueiras da Holanda

Fontes: 1

Publicado originalmente em 04 de janeiro de 2016

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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