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A ponte ferroviária El Infiernillo no Peru

A ponte ferroviária El Infiernillo no Peru

Ferrocarril Central Andino, nas Cordilheira dos Andes, no Peru é a segunda ferrovia mais alta do mundo, e uma das mais notáveis, devido aos grandes desafios técnicos enfrentados e superados ao se construir a ferrovia. A estrada de ferro começa na cidade portuária de Callao, quase ao nível do mar, depois passa por Lima, capital do país e então alcança o pico de 4.818 metros de altitude na passagem de Anticona (Ticlio, Lima).

Continua até chegar à cidade mineira de La Oroya, onde a ferrovia se divide em duas rotas: uma para Cerro de Pasco e a outra para Huancayo e Huancavelica. O percurso ao longo desta rota é uma grande atração para os entusiastas de trens, com 58 pontes, 69 túneis – incluindo o segundo maior túnel ferroviário do mundo – e seis descidas em ziguezagues.

Uma das pontes mais famosas encontradas ao longo da linha de Lima para La Oroya é a ponte El Infiernillo ou “Little Hell”, que significa Pequeno Inferno, localizada em um estreito desfiladeiro entre dois túneis. Os trilhos emergem de um túnel em um penhasco vertical, atravessam a ponte e imediatamente entra em outro túnel em um penhasco vertical. Debaixo da ponte flui o Rio Rimac, e adjacente a ele circula a rodovia principal “Carretera Central”.

A ponte está localizada a uma altitude de 3.300 metros acima do nível do mar e a 129,5 de Callao. Foi construído em 1908 pela “American Bridge Company” e tem um comprimento de 62,78 metros. O túnel em suas duas extremidades dá à ponte a aparência mais dramática. A ferrovia levou quase 40 anos para ser construída.

A construção começou em 1870 e foi concluída em setembro de 1908. A ideia de uma ferrovia naquelas atitudes foi do empresário americano Henry Meiggs. Já o projeto da rota foi do engenheiro polonês Ernest Malinowski e a equipe de construção era formada por uma força de trabalho multinacional, 50% chinesa, 40% peruana e 10% chilena.

Fontes: 1 2 3

“Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam” – Jack Kerouac

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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