Bicicletas

A evolução das bicicletas e as bizarras bicicletas de 1948

A evolução das bicicletas e as bizarras bicicletas de 1948

A princípio a invenção da bicicleta (do francês bicyclette) era atribuída a Gian Giacomo Caprotti, discípulo de Leonardo da Vinci, de um suposto desenho de 1493, encontrado por acaso dentro do famoso Codex Atlânticus, coleção de documentos do inventor renascentista que abrange uma grande variedade de assuntos que incluem a anatomia, mecânica, estudos sobre o voo e projetos arquitetônicos. Em 1998, surgiram provas que este desenho era uma fraude cometida por um monge italiano, o real autor do desenho, em 1966, ano da descoberta dos estudos de Leonardo da Vinci.

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Desenho atribuído a um discípulo de Leonardo da Vinci

A história da bicicleta começa de fato em 1690, com a invenção do “celerífero“, um brinquedo de madeira construído por Conde Mende de Sivrac, que consistia de duas rodas alinhadas, uma atrás da outra, unidas por uma travessa, onde se podia sentar e um guia onde se poderia colocar as mãos em forma de uma cabeça de cavalo. A invenção não tinha sistema de direção e era impulsionada para a frente, movimentando os pés no solo. Pela definição moderna, por não ter como direcionar o brinquedo, não é considerada como bicicleta por alguns estudiosos.

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Um celerífero, também chamado Hobbyhorse

Em 1818, Charles Karl Von Drais, Barão de Sauerbron de Karlsruhe (Alemanha), inventou uma versão de duas rodas melhorada do celerífero, chamado de “laufmaschine“, uma palavra alemã para “máquina de corrida“.  O laufmaschinefez evoluiu as experiências de Sivrac ao dotar o “celerífero” de um mecanismo de direção e guidão, através da montagem da roda dianteira num eixo móvel. Tal como o celerifero, na laufmaschine o piloto tinha que empurrar os seus pés contra o chão para fazer a máquina andar para a frente.

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Ilustração de como era um celerífero

Este veículo foi exibido pela primeira vez em Paris em 6 de abril de 1818. A nova invenção recebeu o nome de “draisiana”. Foi o primeiro sucesso comercial de um veículo de duas rodas, dirigível e movido apenas pelo homem, e apelidado de “cavalo de pau” ou “cavalo dândi“. Existem provas de que a invenção foi o interesse de Charles em encontrar uma alternativa para o cavalo, devido a fome e a morte de cavalos resultado da fraca colheita de 1816.

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Um celerífero mais luxuoso

Em 1855, o francês Ernest Michaux adaptou à “draisiana” manivelas e pedais na roda dianteira, transformando-a em um “velocípede“. O pai do jovem Ernest aproveitou a ideia para montar uma fábrica de velocípedes, substituindo a madeira pelo ferro. Assim nasceu a Bicicleta Michaux. Em 1869 realizaram-se na França, as primeiras corridas de velocípedes, no trajeto Toulon-Caraman-Toulon, que tinha a distância de 34 quilômetros.

A prova foi ganha com uma bicicleta que pesava cerca de 50 quilos e feita em três horas e nove minutos. Uma segunda prova, reuniu 212 ciclistas, sendo promovida pela revista “Le Velocípede Illustré”, entre as cidades de Rouen e Paris e foi ganha pelo inglês J. Moore, que percorreu os 123 quilômetros em 10 horas.

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Um exemplar da laufmaschinefez

A “bicicleta alta” (também chamada “Penny Farthing“) foi a extensão lógica do velocípede, fazendo “crescer” a roda dianteira (até ao limite da altura da perna interior do condutor) para permitir velocidades mais elevadas, ao mesmo tempo que se procedia ao encolhimento da roda traseira e tornando uma estrutura mais leve. O francês Eugene Meyer é considerado como o pai da”bicicleta alta”.

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Penny Farthing

Nos anos que se seguiram (décadas de 1880 e 1890), os ingleses foram fundamentais na evolução da tecnologia da bicicleta, culminando com a criação em 1885 da chamada “bicicleta de segurança” (safety bicycle), que se assemelha às bicicletas de hoje na forma e função. Esta invenção é atribuída ao britânico John Kemp Starley. A “bicicleta de segurança” foi assim chamada porque era mais segura e mais fácil de usar do que as bicicletas de grandes rodas que a precederam, mais notavelmente a “Penny Farthing“. E por isso, John Kemp Starley é apontado com o inventor da bicicleta, tendo-lhe sido erigido um monumento em Conventry, na Inglaterra.

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Modelo de bicicleta de John Kemp Starley

O que mais tem nesse mundo é maluco, que inventa mil e uma maneira para sair do convencional. Em Chicago, nos Estados Unidos no ano de 1948, alguns inventores acharam as bicicletas inventadas pelo inglês John Kemp Starley sem graça e criaram bicicletas inusitadas e estranhas, e publicado na Revista Life. Alguns úteis e outras nem tanto, foram criadas pela Associação Nacional de Comerciantes de Bicicleta, podem ser conferidas nas imagens abaixo!

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Apelidada de “Gangbusters”, essa bicicleta tem acessórios fora do convencional: 13 espingardas, 3 revólveres, 6 baionetes e pneus como volante.

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A “Bedstead” inventada por Joe Steinlauf, quando olhava a cabeceira de sua cama numa manhã de 1948

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Maurice Steinlauf inventou essa bicicleta com duas molas no lugar do quadro, e aja equilíbrio para andar reto.

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Para quem quer ir passear por aí e gostar de levar a turma junto.

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Inspirada num porco espinho e construída para andar nas ruas geladas de Chicago

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Com dois guidões, essa bicicleta nunca se sabe se vai para a esquerda ou para a direita.

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Mais uma foto da bicicleta inventada por Maurice Steinlauf e que nada mais é do que um monociclo, com uma dianteira endiabrada.

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“Uno-Wheel”, outras bicicletas e motos foram inspiradas nesse invento nos anos posteriores.

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Feita por Andy Koslow, um revendedor de bicicletas e ex-piloto de motovelocidade.

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Essa é para quem busca uma brisa mais acima e aproveita e troca as lâmpadas dos postes.

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“Square-wheeled”, feita por Bernard Steinlauf a pedido de seu filho após ver um acidente de bicicleta.

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Bicicleta construída por Art Rothschild (primeiro de cima) que quebrou 3 costela, numa queda enquanto aprendia a andar com esse troço

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Os palhaços adoraram esse modelo

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Réplica de uma bicicleta do passado

Evolução da bicicleta

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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