Capela de Saint-Michel d’Aiguilhe

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A Capela de Saint-Michel d’Aiguilhe é uma capela no topo de uma rocha maciça de formação vulcânica que se projeta de forma abruptamente para o céu, na cidade de Le Puy-en-Velay, na região administrativa de Auvergne, no departamento Haute-Loire, na França. Tais formações são conhecidas por plugue vulcânico ou chaminé vulcânica e são criadas quando o magma se solidificada preenchendo o conduto de um vulcão, sendo mais resistente a erosão que o material que compõe o cone circundante, e pode permanecer ereto como um pico solitário, quando o resto da estrutura for erodido.

A rocha de basalto em que a capela está construída sobe cerca de 82 metros de altura e tem uma circunferência em sua base de 170 metros. Uma escadaria de 269 degraus de pedra serpenteiam pela encosta até o topo. A capela no cume está rodeada por uma passarela em pedra que oferece uma bela vista da cidade, da catedral Puy Notre Dame e da paisagem circundante.

Capela de Saint-Michel d'Aiguilhe

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A capela foi construída pelo bispo Dom Godescalc e o diácono Trianus, em 962, no retorno de sua peregrinação ao Santuário Saint James, localizado a cerca de 1.600 quilômetros, nos Pirineus em Santiago de Compostela, na Espanha. Para marcar seu retorno bem sucedido nesta primeira peregrinação, ordenou a construção da pequena capela em homenagem a São Miguel Arcanjo no alto do cone vulcânico no bairro de Aiguilhe. Bem antes disso, a colina já tem sido um lugar sagrado para diversos povos, há muitos anos atrás.

Um dolmen pré-histórico, composto por um conjunto de três grandes pedras existe no topo, e mais tarde, os romanos adoravam no local, Mercúrio, o deus mensageiro, com sapatos alados. Quando a área foi cristianizada, a rocha foi consagrada a São Miguel, que é o patrono de muitos lugares altos em toda a Europa. A capela atrai muitos peregrinos, especialmente, desde que Le Puy se tornou o ponto de partida para uma das principais rotas de peregrinação até Santiago de Compostela, chamada Via Podiensis, utilizada até os dias de hoje. Acreditasse que em 1429, Isabelle Romee, mãe de Joana d’Arc subiu as escadarias para rezar na pequena capela.

No século 12, a capela foi aumentada significativamente, com a adição de uma pequena nave central a oeste da igreja original, um ambulatório, duas capelas laterais, um átrio com uma galeria superior, um portal entalhado, e uma torre de sino. A torre de sino caiu em 1275 e não foi reconstruída até o século 19. A remoção do gesso na capela em 1850, revelou magníficos afrescos do século 10 e 12 e foram repintados no estilo original e outros mais foram adicionados. Um século mais tarde, em 1955, arqueólogos descobriram um tesouro em objetos sagrados no altar, que agora são exibidos atrás de uma grade de ferro na parede.

Fontes: 1 2

“Tudo o que o homem não conhece não existe para ele. Por isso, o mundo tem para cada um o tamanho que abrange o seu conhecimento”. – Carlos Bernardo González Pecotche

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