Monemvasia é uma ilha rochosa ao largo da costa leste de Gibraltar, e faz parte da região do Peloponeso, costa sul da Grécia e está ligada ao continente por uma ponte estreita, com 200 metros de extensão. A maior parte da ilha consiste num planalto com altitude média de cerca de 100 metros, com um quilômetro de comprimento e cerca de 300 metros de largura. A encosta costeira norte é muito abrupta, descendo rente para o mar, enquanto a encosta sul, onde se encontra uma pequena vila, tem um declive menos acentuado, em frente à baía de Palaia Monemvasia, no mar Egeu. Está vila murada extremamente romântica, aninhada sob a sombra da imponente rocha é um museu vivo da história bizantina, otomana e veneziana que data do século 13.

A cidade escondida de Menemvasia

Monemvasia foi fundada no século 6 pelos habitantes da antiga Lacônia, que buscavam refúgio dos invasores eslavos que dominaram grande parte da Grécia entre 500 e 700 d.C. A ilha rochosa foi separada do continente por um terremoto em 375 a.C. Ao longo dos séculos seguintes, Monemvasia mudou de mãos várias vezes, entre os venezianos e os turcos, até ser libertada durante a Guerra da Independência grega no início do século 19.

A cidade escondida de Menemvasia

O nome Monemvasia é derivado de duas palavras gregas, mone e emvasia , que significa ‘entrada única’ e refere-se a calçada estreita, que é a única maneira de entrar na vila. O seu nome em italiano, Malvasia, deu nome à casta de uvas Malvasia, disseminada por todo o Mediterrâneo e comum em Portugal, onde é usado na elaboração do vinho do porto e do vinho madeira. A ilha é também chamada de Gibraltar do Oriente e “O Rochedo“, pela semelhança de uma grande rocha situado na vila com o Rochedo de Gibraltar.

A cidade escondida de Menemvasia

A ilha foi inicialmente estabelecida no topo do planalto, que agora é conhecido como a “Cidade Alta”. Gradualmente, o assentamento espalhou-se pelo morro e, graças à sua posição excepcionalmente bem defendida, tornou-se uma cidade poderosa. Nos últimos dias do Império Bizantino, Monemvasia tornou-se sua principal cidade e um dos grandes centros comerciais do mundo Bizantino e um grande porto comercial, com uma população de 40.000 habitantes. Durante a Primeira Guerra Mundial, a vila foi bombardeada por navios alemães, austro-húngaros e turcos.

A cidade escondida de Menemvasia

Pela sua importância estratégica, ainda que modesta, Monemvasia foi ocupada na Segunda Guerra Mundial por tropas italianas entre junho de 1941 e outubro de 1943. Aos italianos, seguiram-se os alemães até outubro de 1944, quando a ilha foi ocupada pelos britânicos, que só a abandonariam um ano depois. Depois de ter estado esquecida e isolada durante a década de 1950, nos últimos anos houve um crescimento do turismo. Em 1971, foi construída a estrada que liga a ilha com o continente, quebrando um isolamento de séculos.

A cidade escondida de Menemvasia

Além da pequena vila situada situada no local da antiga cidade medieval, existe uma aglomeração urbana, mais moderna, situada no continente, em frente à ilha: o bairro de Géfira, onde se situa o porto e a maior parte das infraestruturas turísticas. A parte antiga é chamada Castro (castelo), e ela própria também está dividida em duas partes: a “vila alta”, no topo do rochedo, atualmente abandonada, e a “vila baixa”, situada abaixo. Muitas das suas ruas são muito estreitas e só acessíveis a pé.

Lentamente, a vila está ressurgindo em importância – desta vez como destino turístico com um número crescente de turistas que visitam a região durante o verão. Os edifícios medievais foram restaurados, e muitos deles convertidos em hotéis, e há uma abundância de lugares para comer.

A cidade escondida de Menemvasia

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Gravura de F. de Witt publicada em Amerterdão em 1680, apresentada como uma possessão veneziana.

Fontes: 1 2

“Tudo o que o homem não conhece não existe para ele. Por isso, o mundo tem para cada um o tamanho que abrange o seu conhecimento”. – Carlos Bernardo González Pecotche

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