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Cratera dos Diamantes, um lugar para se tirar a sorte grande

Cratera dos Diamantes, um lugar para se tirar a sorte grande

A Cratera dos Diamantes, uma antiga cratera vulcânica, em Murfreesboro, Arkansas, nos Estados Unidos, é a única mina de diamantes do mundo aberto ao público, onde pagando 8 dólares de entrada, qualquer um pode procurar diamantes a vontade e tudo que encontrar, levar embora. O lugar é um parque estadual, com toda a infra estrutura para dar suporte aos caçadores de diamante, inclusive com parque aquático e outras atrações nas proximidades, para os familiares que não estejam interessados em sujar as mãos na procura das pedras preciosas.

Não se tem nenhuma garantia que alguém possa ficar rico rapidamente, mas alguns já tiraram a sorte grande, no Parque Estadual Cratera dos Diamantes. Lá já foram achados muitos diamantes valiosos, entre eles, o “Strawn-Wagner”, o diamante mais perfeito já certificado pela Sociedade Americana de Pedras Preciosas e em exposição permanente no centro de visitantes do parque e descoberto em 1990 por Shirley Strawn. Esse diamante de 1,09 quilates (3,03 em estado bruto) foi avaliado em 37.000 dólares, depois de lapidado. O maior diamante já encontrado nos Estados Unidos também saiu dali, um diamante branco chamado de ‘tio Sam’, encontrado em 1924. O diamante tem 40,23 quilates (12,42 quilates após ser lapidado). O ‘Estrela do Arkansas’, com 15,33 quilates, também não foi um mau achado. Embora a maioria dos diamantes descobertos, sejam do tamanho de uma cabeça de fósforo—tão pequenos que não poderiam ser lapidados—isso não significa que devesse parar de sonhar.

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Algumas das pedras preciosas que podem ser encontradas na Crater of Diamonds State Park | Crédito da foto

Os diamantes que ocorrem na cratera dos diamantes foram formados a três bilhões de anos atrás no manto da Terra, a cerca de 90 a 160 quilômetros abaixo da superfície, onde enormes pressões e temperaturas cristalizaram o carbono. Diamantes (e outros 40 tipos de rochas, minerais e pedras semipreciosas como jasper, ametista e ágata) podem ser encontrados nesta área de 14,9 hectares criada devido ao movimentos das placas terrestres. Há cerca de 95 milhões de anos, uma rachadura na crosta terrestre permitiu que o magma quente escapasse, criando um ‘cano vulcânico’ que trouxe os diamantes para a superfície, e assim formando uma cratera de 80 acres e cobrindo a região circundante com o material ejetado. Dentro deste material, há fragmentos de rochas que são chamadas de “xenoliths” e que continha as pedras preciosas. Este é o oitavo maior depósito de diamantes de superfície do mundo.

Geólogos já haviam notado o solo peridotito no século 19, mas apenas em 1906, quando John Huddleston, um fazendeiro local, encontrou dois estranhos cristais no solo de sua fazenda e levou a um joalheiro local para avaliar e que confirmou ser diamantes genuínos. Logo após a descoberta, uma jornal de Nova Iorque divulgou a notícia e assim começou uma “corrida de diamante” e milhares de pessoas foram para a área de Musfreesboro, criando ali uma imensa cidade de tendas, uma vez que o hotel local não podia comportar as 10.000 pessoas que procuraram por um quarto. O fazendeiro não estava interessado em mineração de diamantes e vendeu o terreno a um grupo de investidores por 36.ooo dólares, na época uma verdadeira fortuna. O local foi explorado por anos, e depois de 1949, virou atração turística. O Estado do Arkansas comprou as terras em 1972 para transformá-la em um parque estadual, e desde então, mais de 31.000 diamantes já foram encontrados.

Existem maneiras de procurar diamantes, na Cratera dos Diamantes. Após uma boa chuva, apenas andando de olhos bem abertos, procurando pelo brilho da pedra refletida pelo sol. Outros visitantes utilizam um crivo especial conhecido como “Seruca” para lavar e separar os diamantes mais pesados dos detritos leves. Já alguns, simplesmente ficam de joelhos e enterram suas mãos em forma de garra na terra e procuram as pedras no barro acumulado em suas mãos, ou nos sulcos feito na superfície. Os mais profissionais caçadores de pedras cavam trincheiras profundas e seguem um sistema trabalhoso chamado “sluicing“. Mas a maioria dos visitantes apenas cavam os primeiros quinze centímetros do solo (pode-se trazer suas próprias ferramentas ou alugá-las no centro de visitação do parque e rezar pela sorte dos principiantes). As pessoas são orientadas a procurar por: uma pequena pedra polida, translúcida, mas não necessariamente clara, com um brilho metálico e uma sensação um pouco oleosa. O parque tem um auditório onde oferece dicas de escavação e identificação de rochas gratuitas, além de pesar e certificar os diamantes encontrados. Na média, dois diamantes são achados por dia, cerca de 600 por ano (geralmente se ouve uma grande comemoração quando isso acontece).

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Diamante Esparanza de 8,52 quilates ao lado de uma moeda comemorativa do Arkansas | Crédito da foto

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Galpão de lavagem e triagem | Crédito da foto

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Diamante na cor marrom champagne, de 2,95 quilates | Crédito da foto

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Site Oficial: Crater of diamonds

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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