O Blue Dragon ou Dragão Azul (Glaucus atlanticus), é muitas vezes chamado como a “Frota Azul”, porque seu meio usual de transporte é flutuar no oceano e deixar-se levar pelas correntes oceânicas. Isso é feito aos milhares, transformando as águas em um espetáculo incrível.

Dragão Azul, a beleza perigosa Embora o show seja de uma beleza intensa, o dragão azul é capaz de injetar  substâncias tóxicas através da pele humana e por isso que são considerados  animais muito perigosos. O veneno está em sacos localizados nas pontas dos seus apêndices (os “dedos” das suas extremidades).

O Glaucus atlanticus é uma espécie de lesma do mar, um molusco gastrópode marinho da família Glaucidae. Esta é a única espécie do gênero Glaucus, mas está intimamente relacionado com Glaucilla marginata, outro membro da família Glaucidae.

Medem normalmente três a quatro centímetros de comprimento, mas alguns espécimes podem atingir os seis centímetros. Apresenta uma coloração azul-prateada na face dorsal e azul pálido na face ventral. O pé é raiado por faixas longitudinais azul escuras ou negras. O corpo é tronco-cônico, aplainado, com seis apêndices que se ramificam em raios afilados. A rádula tem dentes que se assemelham a minúsculas espadas.

Dragão Azul, a beleza perigosa

Vive nas águas temperadas e tropicais de todos os oceanos. Entre as regiões onde esta lesma do mar ocorre incluem-se as costas leste e sul da África do Sul, as águas europeias, a costa leste da Austrália, as costas de Moçambique, mas já há relatos de avistamento da espécie em outras partes do planeta, inclusive no Brasil. Essas lesmas do mar são pelágicos: elas flutuam de cabeça para baixo usando a tensão superficial da água para se manter, onde são levados pelos ventos e correntes oceânicas.

Essa lesma do mar tem o hábito de se alimentar de organismos maiores do que ele, como a Caravela-portuguesa (Physalia physalis), cuja picada é conhecida como dolorosa e perigosa. O dragão azul o engole inteiro, sugando-o, e com o veneno da caravela faz outro mais potente que guarda em saquinhos que tem por todo o corpo e no final de suas extremidades.

Dragão Azul, a beleza perigosa

Com a ajuda de um saco cheio de gás no seu estômago, Glaucus atlanticus flutua perto da superfície. A combinação dos efeitos resultantes da posição do saco e da tensão superficial da água fazem com que se mantenha em posição invertida: a superfície dorsal é na realidade o pé. A sua coloração azulada serve de camuflagem. O Dragão Azul como a maioria das lesmas do mar, é uma espécie hermafrodita apresentando tanto órgãos sexuais masculinos como femininos.

Um dos primeiros exemplares documentados foi encontrado perto de Ibiza, na Espanha em 1705. Naquela época, pensava-se que poderia ser a larva de algum inseto marinho. Curiosamente, um dos mistérios até agora não resolvidos sobre este animal incomum é se ele nada e se move por conta própria ou apenas se deixa levar pela correnteza.

Seu nome científico, Glaucus atlanticus, deriva de Glauco, sendo da mitologia grega que era filho de Poseidon e da náiade Nais. Apesar de pais tão nobres, Glauco era um simples pescador que se tornou imortal mastigando algumas plantas mágicas. Mas, transformando em um ser com rabo de peixe e algas no cabelo, foi condenado a viver no mar para sempre.

Dragão Azul, a beleza perigosa

Publicado originalmente em abril de 2015

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