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Ant mill, as espirais da morte das formigas

Ant mill, as espirais da morte das formigas

As formigas são cegas e elas seguem as trilhas do feromônio que umas vão deixando para as outras. Isso as torna vulneráveis à formação de uma “espiral da morte”, em que as formigas inadvertidamente formam uma espiral que gira continuamente. Nessa curiosa formação, cada formiga segue as que estão na frente e são seguidas pelas que estão atrás. Uma vez que isso acontece não há nenhuma maneira de quebrar o ciclo e as formigas vão marchar até morrerem de exaustão. Esse fenômeno é conhecido no meio científico como Ant Mill ou “moinho de formiga” e foi reproduzido em laboratório com colônias de formigas.

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O naturalista norte-americano William Beebe, observou uma dessas espirais – com 365 metros de circunferência – na selva da Guiana Inglesa. “As formigas acreditavam totalmente que estavam a caminho de um novo formigueiro, pois a maioria carregava ovos, larvas e alimentos, descreveu Beebe, em seu livro de 1921, “Edge of the Jungle”. E calculou que, naquela marcha insana pela floresta, cada formiga levava duas horas e meia para fazer um circuito.

Num vídeo que circula no Youtube se vê formigas correndo aleatoriamente em torno de um Iphone até que esse começa a tocar e em seguida, elas começam a andar em círculo em torno do celular tocando, em uma marcha que os especialistas dizem que é uma reminiscência da espiral da morte. Eles não sabem exatamente o que causa nas formigas para elas agirem dessa maneira, mas têm algumas teorias, entre elas a de quê as formigas são sensíveis à radiação eletromagnética emitida pelo aparelho, pois as formigas têm receptores magnéticos em suas antenas que podem ser afetados pelas ondas eletromagnéticas de uma chamada.

Fontes 1 2

Artigo publicado originalmente em novembro de 2015

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Ver Comentários (1)

1 Comentário

  1. Felipe augusto

    17 de abril de 2018 às 10:18

    Site maravilhoso!!!!, A natureza é realmente interessante; Nas palavras de Richard Feynman :” tudo é interessante se você olhar perto o suficiente”….temos muito a aprender com essas criaturas !.

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