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Furore, a escondida vila italiana

Furore, a escondida vila italiana

Furore é uma pequena vila com menos de 800 habitantes, localizada na Costa Amalfitana (classificada pela UNESCO, desde 1997, como Patrimônio Mundial da Humanidade), na província de Salerno, região da Campânia, sul-ocidental da Itália. Porem ela não é visivel pela estrada litorânea (Statale Amalfitana) que margea a costa.

Os caminhos e as escadas que levam à vila também não são visíveis da rodovia, fazendo com que Furore fique escondida para os viajantes de passagem. Isto deu a Furore o apelido de “a aldeia que não existe.” Foi então que o prefeito decidiu que era hora de colocar a sua pequena comunidade no mapa. Ele ordenou que todas as casas fossem pintadas de modo que elas não podiam escapar aos olhos dos turistas que passassem pela estrada. Furore tornou-se ‘il Paese Dipinto’; a vila pintada.

Esta tradição é mantida até hoje, e todo ano, no mês de setembro, artistas de todo o mundo são convidados a um festival na vila, para pintar e decorar os murais nos edifícios locais. Até os postes de iluminação, placas, muros são decorados com cores brilhantes e inusitadas: lilás, rosa, azul, verde. Poucos motoristas agora, poderiam deixar de notar que estão dirigindo através de um lugar com um caráter muito peculiar.

A atração principal de Furore é o chamado fiorde ou Fiordo. Um estreito desfiladeiro que forma um RIA, um braço do mar que adentra na costa, criado pela corrente Schiato que corre ao longo da montanha para o mar. Um aglomerado de antigas casas de pescadores se agarram às falésias. O fiorde é também a parte mais antiga de Furore. A vila principal está 300 metros acima, no canto superior Vallone del Furore.

O fiorde é contornado por uma ponte em arco com 30 metros de altura sobre o qual a estrada litorânea passa. A ponte de 30 metros de altura é também o local onde a cada verão é realizado o “Campionato Mondiale di Tuffi dalle Grandi Altezze” (Campeonato Mundial de Mergulho de Grandes Alturas). No meio-dia, o sol consegue romper o estreito desfiladeiro e ilumina a praia com poucos metros de largura, atraindo um grande número de pessoas.

As autoridades locais fizeram do fiorde um ponto turístico atraente. Um antigo forno utilizado para cozinhar calcário, a partir do qual era obtido o cal usados nas construções locais foi convertido em um bar e loja de presentes. Velhas casas foram renovadas, em numa delas, foi criado um museu que conta a história produtiva da região e em outra  edificação é dedicado aos ilustres moradores do lugar que foram famosos atores italianos.

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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