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Giethoorn, a bucólica Veneza do Norte da Holanda

Giethoorn, a bucólica Veneza do Norte da Holanda

À  primeira vista, comparar Giethoorn com a histórica e artística Veneza pode parecer absurda, considerando-se o tamanho, de apenas sete quilômetros de comprimento, e a localização na província de Overijssel, no leste dos Países Baixos, e era um município até 1973, quando tornou-se parte de Brederwiede.

O vilarejo de 2,6 mil habitantes, onde a maioria deles vivem em ilhas particulares, ganhou o apelido de Veneza do Norte, devido aos inúmeros canais, usados como meio de transporte, por barcaças, barcos a remo, caiaques e gôndolas, sendo a principal via de acesso de um ponto a outro da localidade, situada no meio de uma reserva natural (De Wieden) e nas imediações do Parque Nacional de Weerribben, conhecido por abrigar a maior área de formação de musgo do nordeste europeu, a principal característica da paisagem da região.

Giethoorn, a veneza do norte

Esta pequena vila foi fundada por um grupo de fugitivos da região do mediterrâneo, por volta do ano 1230 e deve seu nome aos inúmeros chifres de cabras, provavelmente mortas durante a inundação de Santa Elizabeth, no século 14, que foram encontrados na região. Tornou-se conhecida em 1958, quando suas paisagens serviram de cenário para o filme “Fanfare”, uma comédia do cineasta holandês Bert Haanstra.

Giethoorn, a veneza do norte

Aos olhos do visitante, revela-se na aparência de reino dos contos de fadas: casas, fazendas e outras construções antigas formam, junto com as pontes de madeira (são cerca de 180) – por debaixo das quais deslizam tjaskers e outras embarcações, uma imagem de sonho, diante de quem está acostumado a arranha-céus e outras modernidades.

Ali, quando se observa a arquitetura, o tempo parece ter parado em algum momento do século passado; tal impressão, porém, logo é desfeita, quando se tenta comprar algum imóvel, devido aos preços altos, em comparação com outras regiões do país. Aliás, imóveis à venda são uma atração à parte na região. Como as possibilidades de deslocamento são precárias (para transportar qualquer coisa é preciso andar muito ou então fazer uso das barcas e afins) a maior parte da população vem sucumbindo às facilidades da vida na “civilização” e, assim, desistindo da bucólica vila.

Giethoorn, a veneza do norte

Na também chamada “Veneza Verde”,  há várias facilidades para tornar o passeio turístico um programa dos mais agradáveis: cafés, bares e restaurantes, oferecem a pausa ideal para depois do passeio de punter, embarcação típica da região, ou da visita aos museus, com destaque para o “‘t Old Maat Uus“, instalado numa antiga fazenda, em quatro diferentes cômodos da construção do século 19, onde se pode ter uma visão de como viviam os fazendeiros do vilarejo. Há também galerias e postos onde o artesanato local, sobretudo a velha arte da cerâmica holandesa, pode ser visto e adquirido. Durante a primavera e o verão, a profusão de flores ajuda a compor uma imagem tão romântica como numa pintura e, a palavra de ordem é “tranqüilidade”.

Na parte velha da vila, não há ruas e sim vias para uso de bicicletas. Um morador explica que o solo é macio demais para suportar a construção de vias. Mas isso não atrapalha a vida dos moradores. Para levar as compras de supermercado, o jeito é adotar carrinhos de mão. Caminhadas são também uma “boa pedida”, ao longo das fazendas dos séculos 18 e 19, com seus atrativos e curiosidades. Reza a lenda local que as crianças aprendem a remar antes de aprender a andar.

Giethoorn, a veneza do norte

Se a visita o vilarejo não for motivo suficiente para a viagem, o passeio a Overijsssel pode render bastante. As cidades à margem do antigo Zuiderzee são muito interessantes: Vollenhove, Blokzijl, Stemwijk e Meppel dispõem de shopping centers muito agradáveis e, para quem gosta muito da natureza, vale a pena chegar ao Centro de Descobrimento De Wieden, no St. Jansklooster. No inverno, as temperaturas negativas fazem os canais congelarem, permitindo que as pessoas transitem de patins sobre a água congelada, sendo um destino muito popular na Europa entre os patinadores de gelo.

Imagens de Giethoorn, a Veneza do Norte da Holanda

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

Giethoorn, a veneza do norte

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“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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