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Lago de Mel, o inferno na Terra

Lago de Mel, o inferno na Terra

O Lac Assal, que significa Lago de Mel é um importante lago de cratera formado na cratera de um vulcão extinto situado na região de Tadjourah, fronteira à região de Dikhil, no Djibuti, na África, e representa o ponto de menor altitude do continente, a cerca de 155 metros abaixo do nível do mar.  Mede 19 quilômetros de comprimento e 7 quilômetros de largura e tem uma área aproximada de 54 km². É considerado o lago mais salgado do mundo, sendo 10 vezes mais salgado que o mar e, devido a esta característica, é um local frequentado pelos beduínos e caravanas etíopes que usam o sal como moeda de troca.

Tem um profundidade média de 7,4 metros e máxima superior a 20 metros e suporta 400 000 000 m³ de água. É rodeado por várias salinas, exploradas pelos transeuntes e outros que ocuparam a região circundante ao lago e que transformaram o sal na maior fonte de riqueza local, exportando-o para países como a Etiópia. Também é procurado por vários turistas que aproveitam a água salobra como tratamentos de pele e de doenças dos ossos, como a osteoporose que afeta grande parte da população dos países desenvolvidos.

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As praias são esbranquiçadas de salA água brota de vertentes termais a temperaturas entre 30 e 34ºC para evaporar-se com extrema rapidez, acumulando quantidades inesgotáveis de sal, e esse sal é extraído com ferramentas rudimentares e transportado por caravanas que atravessam o deserto de Danakil e assim sendo feito há séculos e trabalhar nessa adversidade, podes-se dizer que é uma versão terrestre do inferno.

Os extratores de sal do lago Assal, trabalham em um ambiente sufocante, com as ferramentas rudimentares, e no meio de uma paisagem desértica onde a vida praticamente não existe. O sal é extraído à moda antiga, desmembrando pequenos fragmentos que são carregados nas caravanas rumo a Etiópia e países vizinhos. A administração do comércio de sal é supervisionada pelo Shumbahari, ou o chefe da jazida do lago. O Shumbahari atribui as caravanas e os extratores de sal, em um número e tempo de extração limitado. A maioria dos trabalhadores são jovens, descendentes de gerações de extratores de sal.

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Os blocos de sal, de 7 kg são carregados em blocos de 20 sobre os camelos. Em pleno meio dia, e com 40º C de temperatura, os camelos deverão empreender a viagem de regresso, sumindo na linha do horizonte como uma miragem. Apesar das péssimas condições, e contrário ao que poderíamos imaginar, muitos trabalhadores e extratores de sal terminam a jornada de trabalho com um sorriso em seu rosto por poder levar alguns trocados para casa no final do dia. Esse é considerado um produto de luxo, destinado a paladares exigentes e é servido em restaurantes de luxo na Europa

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Fontes: 1 2

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2 Comentários

  1. carlos gouveia gouveia

    26 de janeiro de 2017 às 06:50

    Estou decepcionado em saber que ate ao momento que lanco este comentario ha gente ou ha ser humano que na sua propria terra habita no inferno o que e tao desumano e que atribui esta desumanidade aos detentores de poderes e dos orgaos de decisao daquele pais de Africa que se chama Djibuti que estes mesmo ja desenvolvido as suas mentes esquecem aqueles seres humanos tambem precisam de equipamentos modernos ou convencionais para desenvolver as suas terras ou as suas industrias porque finalmente estamos no seculos 21 e um mundo ja e ja globalizado…

  2. carlos gouveia gouveia

    26 de janeiro de 2017 às 07:06

    Djibuti deve rever as sua politcas de trabalho para com as suas populacoes porque e bastante ruim e doloroso ver isso enquanto existem equipamentos modernos e convencionais para extracao ou exploracao do sal neste lago Djibuti e Etiopia sao cumplices deste caduco ou absoleto sistema de exploracao ou extracao desta riqueza…

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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