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Lago de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Lago de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Em um bosque nos arredores da cidade de Seki, Prefeitura de Gifu, no Japão, há um pequeno santuário xintoísta construído no século 9, que se localiza no sopé de uma colina com vista para um pequeno lago retangular. O santuário se chama Nemichi Shrine e consiste de um único e pequeno templo de madeira, igual a tantos outros existente no Japão, mas o lago próximo é de uma beleza rara.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Até alguns anos atrás esse lago de dezoito metros de comprimento era completamente desconhecido no Japão, até que alguém em 2015, postou fotos dele na internet. Atualmente um grande número de visitantes vem ao santuário ver os lírios e as carpas koi nadando no lago.

A popularidade dele deve-se à notável semelhança inteiramente acidental com um série de pinturas feitas pelo pintor impressionista francês Claude Monet, chamada Water Lilies (lírios d’água) ou Nymphéas. A carpa – uma obsessão nacional no Japão, pode não estar presente nos originais de Monet, mas adiciona uma extraordinária paleta de cores no visual do lago.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

De acordo com o JapanAllOver, a lagoa era originalmente um reservatório para os campos de arroz próximos. Nos anos 90, o lago foi drenado e limpo pelo vizinho, dono do Parque Florestal Itadori, que também plantou lírios d’água, e com o tempo, os moradores locais, introduziram os peixes.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

A lagoa de tão pequena, não tem nome oficial, apelidada apenas de Lagoa de Monet (Monet’s Pond) e sua nascente fica no Monte Koga, de onde vem a água extremamente limpa e clara. A cor da lagoa muda constantemente com o reflexo das luzes e as carpas coloridas nadando entre os lírios criam um visual único, mágico e quase irreal. Para não deteriorar tal beleza, é proibido alimentar os peixes pelos visitantes e muitos deles foram frustados por isso.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

No século 19, Claude Monet começou a pintar lagoas com lírios com a idade de 70 anos, inspirado no lago de sua casa, que ficava em Giverny, no norte da França. Monet plantou lírios brancos originários da França, juntamente com outros importados da América do Sul e do Egito, resultando em uma variedade de cores, incluindo amarelos, azuis e brancos que ficam rosa com o tempo.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Monet se dedicou a pintar lagoas com lírios nos últimos vinte e seis anos de sua vida, produzindo cerca de 250 pinturas a óleo sobre o assunto, e que se tornaram os trabalhos mais conhecidos do artista. Uma desses pinturas chamada Nymphéas foi vendida em 2014 por 54 milhões de dólares num leilão em Londres.

Nemichi Shrine está localizado num lugar ermo e distante, a cerca de uma hora de carro de Gifu. Talvez seja por isso que a lagoa ficou desconhecida por tanto tempo. Mas depois de ser descoberta, dezenas de pessoas visitam o lago diariamente com suas câmeras e smartphones tirando fotografias e provavelmente acabando com o sossego secular do local.

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

Algumas pinturas de Claude Monet

Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

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Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida

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Fotos de: Hidenobu Suzuki

Fontes: 1 2 3

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3 Comentários

  1. Pingback: Lagoa de Monet, a lagoa onde a arte ganha vida – Digitado

  2. Giovanna Sartorelli

    15 de outubro de 2019 às 11:56

    Se pelas fotos a sensação já é a de estar realmente dentro de uma pintura do Monet, imagina como deve ser ver esse lago pessoalmente!

    • Magnus Mundi

      17 de outubro de 2019 às 14:36

      Realmente Giovanna, deve ser muito interessante visitar um lago assim.

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Curioso desde sempre, queria um lugar para guardar às curiosidades de lugares e histórias inusitadas que lia em livros ou pela internet e assim nasceu o site Magnus Mundi em 2015. Me chamo Julio Cesar, sou natural de Blumenau e morador de Porto Belo, litoral de Santa Catarina.

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