O templo de Mingun Pahtodawgyi, Mingun Paya ou Mingun Pagoda, na aldeia de Mingun, cerca de 10 quilômetros a noroeste de Mandalay, no centro de Myanmar, é um gigantesco monumento inacabado, nas margens do rio Irrawaddy. A construção do monumento foi iniciada em 1790, por ordem do rei Bodawpaya, mas foi interrompido antes que pudesse ser completada. Se o monumento tivesse sido concluído, ele se tornaria a maior stupa (estrutura que representação simbólica a mente de Buda) do mundo. Mesmo sendo construído apenas um terço de toda a estrutura planejada, o pagode é uma impressionante estrutura maciça de tijolos com cerca de 50 metros de altura e 70 metros de largura.

No centro da parede principal, uma entrada ricamente decorada, se localizada de frente para o rio, e os restos de duas enormes estátuas de leões de 29 metros de altura, que guardavam o templo. No interior da estrutura, há um pequeno altar com uma imagem de Buda. Uma escadaria à direita da estrutura leva os visitantes até o topo da estrutura, onde se pode ter uma visão de toda a área, principalmente do templo branco Hsinbyume, nas proximidades. O acesso às escadas, no entanto, atualmente é restrito depois que um terremoto ocorreu em 2012 causando danos ao templo. Em 1838, o templo foi muito danificado por um devastador terremoto, ocasionando grandes fendas na estrutura do pagode, e as cabeças dos leões que guardavam a entrada se quebraram e rolaram para dentro do rio.

O rei Bodawpaya, era o sexto rei da dinastia Konbaung, e tinha ganhado de presente, um dente de Buda de uma delegação chinesa que visitou o seu palácio. A relíquia de Buda era de grande importância, e precisava ser construído algo que consagrasse tal relíquia e assim o rei ordenou a construção o imenso pagode, que se concluído, teria 152 metros de altura. O edifício tinha tanta importância para o rei, que ele deixou os assuntos de Estado ao seu filho e construiu uma residência numa ilha próxima ao local do templo, para poder supervisionar ele mesmo a construção.

Na construção, o rei usou como mão de obras, escravos e milhares de prisioneiros de guerra, capturados em suas campanhas expansionistas. Após sete anos de obras, a estrutura tinha alcançado uma altura de 50 metros. Por causa do gigantesco trabalho forçado, o povo estava insatisfeito, e um motim estava prestes a acontecer. Um astrólogo, aproveitando-se da natureza supersticiosa do rei, espalhou uma profecia de que assim que a obra estivesse concluída, o reinado chegaria ao fim, com a morte do rei. Isso fez com que a obra do templo parasse imediatamente.

Alguns historiadores alegam que isso é lenda e especulam que pode ter havido outro motivos para a não conclusão do tempo, tais como: dificuldade técnica, falta de fundos e outros. Quando o rei morreu em 1819, nenhum dos seus sucessores continuou a obra. Mas o rei tinha provavelmente grandes esperanças de ver o templo concluído, porque em 1808, ele encomendou um imenso sino para ser instalado na parte superior do templo. Por quase dois séculos, este sino foi considerado o maior do mundo, e só foi superado no ano 2000, por um sino de 116 toneladas, do Templo Foquan, na China.

O Mingun Bell, como o sino é chamado, tem 3,66 metros de altura e 5 metros de diâmetro e pesa 90 toneladas. Atualmente o sino está instalado num pavilhão estilo birmanês próximo ao templo. Também nas proximidades, nas margens do rio, se localizada o Pondaw Pagoda, um modelo em escala, porém menor do templo original, dando uma ideia de como ficaria a estrutura depois de pronta.

Mingun Pagoda, o templo inacabado

Pondaw Pagoda, modelo em escala menor do Templo Mingun Pagoda | Crédito da foto

Mingun Pagoda, o templo inacabado

Vista circundante, observada do topo do Mingun Pagoda | Crédito da foto

Mingun Pagoda, o templo inacabado

Mingun Bell | Crédito da foto

Mingun Pagoda, o templo inacabado

Mingun Bell em 1873 | Crédito da foto

Mingun Pagoda, o templo inacabado

No interior do sino | Crédito da foto

Mingun Pagoda, o templo inacabado

Fontes: 1 2

“Tudo o que o homem não conhece não existe para ele. Por isso, o mundo tem para cada um o tamanho que abrange o seu conhecimento”. – Carlos Bernardo González Pecotche

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