Abandonados

O complexo para evitar o fim do mundo

O complexo para evitar o fim do mundo

No auge da Guerra Fria, um ataque nuclear soviético era uma ameaça real e os Estados Unidos decidiram que era necessário um programa de defesa que pudesse proteger seus próprios mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), especialmente, os silos de mísseis Minuteman baseado em Grand Forks Air Force Base em Dakota do Norte, bem como centros das grandes cidades. Em 1969, o presidente Nixon anunciou o “Programa de salvaguarda”, que consistia em vários sistemas de radar e anti-mísseis em vários locais por todo o país.

Crédito da foto: http://www.panoramio.com/photo/102849087

O primeiro e único implantado, foi o Stanley R. Mickelsen Safeguard Complex (MSR) em Nekoma, Dakota do Norte, próximo à fronteira com o Canadá. O complexo ficou pronto em 6 anos e começou a operar no dia 1 de outubro de 1975, tornando-se o primeiro sistema de mísseis anti-balísticos. Vinte e quatro horas depois, o Congresso decidiu fechar o programa, considerando militarmente ineficaz. Atualmente é um grupo de estruturas abandonadas no meio do nada e foi tudo o que resta do projeto de US $ 6 bilhões.

Crédito da foto: http://coldwartourist.com/stanley_r_mickelsen_safeguard_abm_complex/missile_site_radar_msr_complex

A Biblioteca do Congresso americano tem um conjunto extraordinário de imagens que documentam o complexo – mostrando-o em vários estados de construção e conclusão. As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Benjamin Halpern, a serviço do governo americano, e mostram a pirâmide central – ou obelisco, monumento, megaestrutura – que servia para monitorar e abater mísseis na área.

Crédito da foto: http://coldwartourist.com/stanley_r_mickelsen_safeguard_abm_complex/missile_site_radar_msr_complex

O Complexo MSR também incluía um campo com 30 mísseis de longo alcance Spartan e 16 mísseis de curto alcance Sprint instalados em silos subterrâneas. Além disso, o MSR poderia comandar o lançamento de outros 54 mísseis Sprint localizadas em quatro locais desconhecidos do público. Spartan foi projetado para interceptar ogivas em alta altitude em distâncias superiores a 7.000 metros. Sprint era um míssil de reação rápida usada para derrubar ogivas inimigas à queima-roupa. Ambos os mísseis Spartan e Sprint estavam armados com ogivas nucleares de radiação melhorada (a chamada bomba de nêutrons).

Em 2012, o complexo foi comprado através de leilões pelo um grupo religioso chamado Spring Creek Hutterite Colony por 530.000 dólares. Não está claro o que o grupo religioso pretende fazer com o lugar. Por enquanto, ele permanece abandonado e sem uso ou, nas palavras de um escritor:

um monumento ao medo e à ignorância do homem

Crédito da foto: http://coldwartourist.com/stanley_r_mickelsen_safeguard_abm_complex/missile_site_radar_msr_complex

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O complexo também incluia um campo de com 30 mísseis de longo alcance Spartan e 16 mísseis de curto alcance Sprint

Crédito da foto: http://coldwartourist.com/stanley_r_mickelsen_safeguard_abm_complex/missile_site_radar_msr_complex

Interior da estrutura principal

Crédito da foto: http://coldwartourist.com/stanley_r_mickelsen_safeguard_abm_complex/missile_site_radar_msr_complex

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Crédito da foto: https://nwhog.wordpress.com/2013/06/15/

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Fotos da Construção

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“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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