O mundo raro, caro e estranho dos minerais

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Minerais, do latim minera, são compostos químicos naturais, formados a partir de diversos processos físico-químicos que operaram na crosta terrestre. A maioria esmagadora desses compostos ocorrem no estado sólido e compõem as rochas. Um mineral que pode ser explorado economicamente passa a ser denominado de minério. Estudos experimentais demonstram que cada mineral é formado sob uma condição físico-química específica, ou seja, a uma determinada temperatura, pressão e concentração dos elementos químicos presentes no sistema.

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Os minerais se mantêm imutáveis até que as condições ambientais atinjam os limites de sua estabilidade, a partir do que são substituídos por outros mais estáveis sob a nova condição. Alguns minerais, porém, possuem limites de estabilidade muito amplos e são praticamente imutáveis, como o diamante, o coríndon, o grafite, etc.

Os minerais possuem uma grande variedades de propriedades (cor, dureza, brilho, índice de refração, transparência, clivagem, peso específico, etc), das quais ao menos uma delas serve para distingui-lo de todos os demais. O estudo dos minerais constitui o objeto da mineralogia, e nos solos em todo o mundo existem mais de 4.900 espécies conhecidas de minerais, conhecidos e desconhecidos, muitos dos quais impressionam com a sua beleza.

Veja alguns dos mais belos, caros e estranhos minerais conhecidos:

Tanzanita

Tanzanita é uma variedade do mineral zoisite descoberta nos Montes Meralani no norte da Tanzânia em 1967 próximo de Arusha, em Mererani, por Manuel de Sousa. John Saul, um geólogo trabalhando na África envia amostras à seu pai em Nova Iorque que as leva ao célebre joalheiro Tiffany’s que a batiza “tanzanita” pois a pronuncia em inglês de “zoisita” é muito próxima da palavra “suicidio“, e a lança no mercado americano em 1968. Outra versão diz que a primeira tanzanita foi descoberta por Ali Juuyawatu, da tribo Masai em 1967.

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Trata-se de uma gema popular e valiosa, sobretudo por sua cor e raridade (10.000 vezes mais raro que o Diamante). Digno de realce é o forte tricroísmo que apresenta (azul safira, violeta e verde dependendo da orientação do cristal). No entanto, a maior parte da tanzanita recebe tratamento térmico artificial para melhorar a sua cor, o que reduz significativamente esse tricroísmo.

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A tribo Masai controlam 95% da extração e a revenda aos comerciantes instalados em Arusha. Muitos fizeram “fortunas” tendo carros e motos de luxo, relógios de ouro, rebanhos e imoveis na cidade, e são conhecidos por serem negociantes informados e inflexíveis. Especialistas preveem que o suprimento de tanzanite poderia se esgotar nos próximos 20 a 30 anos, tornando esta pedra significativamente mais rara que os diamantes.

Crocoíta

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O nome vem da palavra grega que significa “açafrão“, porque a semelhança da superfície do cristal com esta especiaria é perceptível a olho nu. Formado em depósitos de águas quentes (geisers) que contenham ácido crômico ou em veios de chumbo.

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Os geisers costumam ocorrer em áreas de erupção vulcânica relativamente recente, são raros, existindo cerca de mil em todo o mundo. O mineral foi descoberto pela primeira vez nos Montes Urais, cordilheira de montanhas na Rússia. Descrito em 1763 por Mikhail Lomonosov, cientista russo, que descreveu o mineral como “minério de chumbo vermelho de Berezovsky”, pois era o nome da mina.

Boléite

A boleíte, é um mineral hidratado pertencente à classe dos halogenetos. O seu nome deriva da localidade de El Boleo, no estado de Baja Califórnia, no México. Cristaliza no sistema tetragonal e apresenta uma cor azul intensa.

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Os cristais são geralmente de dimensões muito reduzidas, embora alguns possuam alguns centímetros. A boleíte é um mineral raro, existindo por isso poucos jazigos e os principais situam-se em Baja Califórnia (México), em Montana (Estados Unidos), no Chile, na Austrália e na Grécia.

Emmonsite

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Emmonsite foi descrita pela primeira vez em 1885 numa ocorrência no Distrito de Tombstone, Cochise County, Arizona. Foi nomeado pelo geólogo americano, Samuel Franklin Emmons, (1841-1911), do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Emmonsite é um mineral raro que ocorre como um produto da alteração de minerais oxidados em telúrio.

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Benitoíte

Benitoíte é extraído apenas de uma pequena área da Califórnia, perto do rio San Benito (que deu origem ao nome). Mas a mina foi fechada para mineração comercial em 2006, tornando esta pedra preciosa ainda mais escassa. Por consequência, a gema foi identificada por volta de 1907 pelo geólogo George Louderback.

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A pedra foi identificada erroneamente como espinélio no passado, mas foi eventualmente reexaminada e reclassificada devido ao alto nível de brilho da pedra preciosa. Uma das características mais interessantes da benitoíte é a sua fluorescência quando submetida à radiação ultravioleta, propriedade que ninguém sabe explicar ao certo.

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A preciosidade foi nomeada a pedra oficial do estado da Califórnia em 1985. Isso pelo fato de que, apesar de ser encontrada em quantidades de vestígios em Arkansas, bem como Japão e Austrália, a Califórnia é o único lugar onde pode ser minado. Devido a raridade em descobrir um benitoite de boa qualidade de tamanho, a pedra tem altos preços no mercado aberto. Portanto, uma pedra de benitoíta bem cortada com mais de dois quilates custará mais de mil dólares por quilate.

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Larimar

Este cristal também é conhecido como mármore da Atlântida e “Pedra de Stefilia”, é oriunda da República Dominicana, no Caribe e tem origem vulcânica. É um cristal raro e suas jazidas estão quase esgotadas. Sua coloração varia de branco, azul claro, verde-azul a azul profundo.

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O padre Miguel Domingo Fuertes Loren, da Paróquia de Barahona , solicitou permissão em novembro de 1916 para explorar uma mina de uma certa rocha azul que havia descoberto. Os pectolitos ainda não eram conhecidos na República Dominicana e o pedido foi rejeitado.

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Miguel Méndez e Voluntário do Corpo de Paz Norman Rilling redescobriu Larimar em 1974 em uma praia no sopé da Cordilheira Bahoruco, a província costeira de Barahona. Os nativos acreditavam que a pedra vinha do mar e chamavam a pedra azul de gema. Miguel juntou o nome de sua filha Larissa e a palavra espanhola para mar (mar) e formou Larimar, para sugerir as cores do Mar do Caribe onde foi encontrado. As poucas pedras que encontraram eram sedimentos aluviais , levadas para o mar pelo rio Bahoruco.

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A classificação de qualidade é de acordo com a coloração e a configuração de cristal mineral típica na pedra. Larimar também vem em verde e até com manchas vermelhas, greves marrons, etc, devido à presença de outros minerais e / ou oxidação. Mas quanto mais intensa a cor azul e o contraste na pedra, mais alta e mais rara é a qualidade. A cor azul é fotossensível e desaparece com o tempo, se exposta a muita luz e calor.

Malaquita

A malaquita geralmente resulta da alteração de minérios de cobre e ocorre frequentemente associada com azurita, goethita e cuprita. À exceção da cor verde, as propriedades da malaquita são muito similares àquelas da azurita, e agregados conjuntos dos dois minerais são encontrados com frequência, embora a malaquita seja mais comum do que a azurita. Foi usado como um pigmento mineral em pinturas verdes da antiguidade até aproximadamente 1800.

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O pigmento é moderadamente resistente à luz, muito sensível a ácidos e variável na cor. O tipo natural tem sido substituído por sua forma sintética. Foi principalmente utilizado no Antigo Egito tendo a particular importância nos séc.15e16, sendo mesmo referenciado no livro Cennino Cennini “Il libro dell’arte”.

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Ósmio

O ósmio (do grego “osme”, que significa “cheiro”) foi descoberto em 1803 por Agnes Smithson Tennant em Londres (Inglaterra), juntamente com o irídio em resíduos de platina. Trata-se de um metal de transição classificado no grupo da platina. À temperatura ambiente o ósmio encontra-se no estado sólido e é o segundo elemento natural mais denso encontrado na Terra, com densidade levemente menor que a do Irídio.

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Devido à extrema toxicidade do seu óxido, o ósmio raramente é usado na forma pura, frequentemente é usado aliado com outros metais, tais como irídio e platina, em aplicações nas quais é necessária uma grande dureza e durabilidade. As ligas de ósmio são quase que inteiramente empregadas em penas de canetas do tipo tinteiro, agulhas de toca-discos, agulhas de bússolas, eixos de diversos instrumentos e em contatos elétricos. Uma raridade na natureza sujeito altos preços, uma grama de seu isótopo é de vinte mil dólares.

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Bayldonite

Foi descoberto pela primeira vez em Penberthy Croft Mine, Cornwall, Inglaterra. Foi nomeado pelo seu descobridor, o médico inglês John Bayldon (1837 – 1872). É um mineral raro e incomum que pode ser encontrado em localidades da Inglaterra, França, Irlanda, Namíbia, Cazaquistão, Austrália e Estados Unidos, entre outras. Com sua rara cor, o cristal contem em sua composição cobre, chumbo e minerais portadores de arsênico.

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Serendibite

A serendibite é uma pedra preciosa extremamente rara e foi encontrado pela primeira vez no Sri Lanka em 1902, e descoberta por Dunil Palitha Gunasekera, e recebeu o nome do antigo árabe falado no Sri Lanka, e do termo Serendib, porque esse era o nome dado ao Ceilão. No passado, era conhecido apenas três pequenas pedras, sendo vendido o menor pedaço por 14.300 dólares por quilate.

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Geralmente, a Serendibite forma pequenos cristais e tabulares, que pode ser azul esverdeado, cinza-azulado ao azul profundo, em ocasiões amarelas, e até mesmo transparentes. Ele também é um mineral pleocróco, o que pode levar verde, amarelo, cerceta e tons violeta azuis. No entanto, a cor primária dessa gema é preta.

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Opala

Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligeiramente inferior à do quartzo. A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira.

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A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestrutura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus.

Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que opalas foram criadas.

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Talvez isso explique porque o nome opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria.

Quando as opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geleia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica.

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A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da opala. Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de opala negra. A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.

Uma das opalas Negras mais valiosas de todos os tempos é a “Aurora Australis“, que foi descoberta em Lightning Ridge, New South Wales, em 1938. A pedra de 180 quilates é admirada devido ao seu grande tamanho e intensa coloração. Em 2005, ela foi avaliada em cerca de 763.000 dólares. Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.

Alexandrita

Alexandrita ou alexandrite é uma variedade do mineral crisoberilo e uma pedra preciosa muito apreciada e de grande valor. Muda sua cor de acordo com a luz: à luz natural é geralmente verde-oliva, mas à luz incandescente, de lâmpadas de filamento e fogo, assume cor vermelha. Sua mudança de cor e relativa escassez é devido a uma combinação extremamente rara de minerais, incluindo titânio, ferro e cromo. É uma das pedras mais caras, sendo encontrada nos Montes Urais na Rússia e no município de Antônio Dias em Minas Gerais.

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O nome alexandrita devido ao aniversário de 12 anos de idade de Alexandre Nicolaievitch, o futuro czar Alexandre II, que coincidiu com o dia em que o explorador sueco Nils Nordenskiöld encontrou a pedra, pela primeira vez, nos montes Urais da Federação Russa. Nils Nordenskiöld percebeu que a variação de coloração da pedra encontrada, quando esta se apresentava sob a luz do sol e a luz incandescente, coincidiam com as cores do exército do czar: verde e vermelho. Devido as tal coincidência a Alexandrita passou a ser um símbolo nacional da Rússia.

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A Rússia foi o único produtor dessa variedade de crisoberilo por muito tempo, até que, entre 1960 e 1980, devido ao esgotamento de suas reservas, o Sri Lanka passou a ser o produtor mais importante. Entre 1970 e 1980 o Brasil também se tornou um produtor de Alexandrita com extrações na Bahia, Espírito Santo e, principalmente Minas Gerais onde, inicialmente a alexandrita era extraída no município de Malacacheta.

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Em 1986 descobriu-se grande quantidade dessa gema em hematita, no município de Antônio Dias, o que provocou o abandono dos demais garimpos. A jazida de hematita levou o Brasil à condição de maior produtor mundial.

Berilo Vermelho

Descrita pela primeira vez em 1904, o berilo vermelho, também conhecido como bixbite ou esmeralda escarlate é muito raro. Deste modo, é tão raro que o Utah Geological Survey (banco de dados geológicos) estimou que uma única peça dessas joias é descoberta por cada 150.000 diamantes de qualidade durante o trabalho feito por geólogos.

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Sendo assim, o Berilo, puro incolor, só ganha suas matizes brilhantes de impurezas na rocha. Porque o cromo e vanádio dão uma cor verde resultando em uma esmeralda. Assim o ferro fornece um tom azul ou amarelo criando água-marinha e berilo dourado. Finalmente, o manganês adiciona a cor vermelho-escuro para criar o berilo vermelho ou a esmeralda vermelha.

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O Berilo vermelho só foi encontrado em quantidades minúsculas em poucos lugares, todos nos EUA.  A maior concentração da gema berilo vermelho vem das minas nas montanhas Wah Wah da cordilheira Thomas, no centro-oeste de Utah. O material foi descoberto lá por acaso, quando escavavam as minas em busca de urânio. Os preços para a qualidade superior berilo vermelho natural pode ser tão elevado quanto U$ 10.000 por quilate de pedras acabadas.

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Mas a maioria dos exemplos encontrados são apenas alguns milímetros no comprimento. Isso porque é demasiadamente pequeno para ser cortado e facetado para o uso. Então aqueles que foram cortados são geralmente menos de um quilate de peso. Portanto, um berilo vermelho de 2 ou 3 quilates seria considerado excepcional.

Poudreteita

Incrivelmente rara, a poudretteite foi descoberta na década de 1960 em uma pedreira chamada Poudrette — daí o nome da gema — localizada em Mont-Saint-Hilaire, Quebec, no Canadá. Apenas pequenos cristaizinhos foram encontrados, e esse mineral só foi reconhecido como “nova espécie” no final dos anos 80.

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A poudretteite só foi descrita cientificamente em 2003 e, segundo os geólogos, são pouquíssimas as pessoas que sequer ouviram falar dela. Além disso, é bem pouco provável que alguém torpece com esses desses minerais na vida.

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Painita

A painita foi descoberta pela primeira vez em 1951 pelo gemólogo britânico Arthur Charles Pain, em Burma, e reconhecida como um novo mineral em 1957. Durante muitos anos, apenas existia um exemplar deste cristal vermelho escuro, exposto no British Museum, em Londres, o que a tornava a pedra mais rara do mundo!

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As cores da painita variam de rosa a vermelho e marrom, mostrando diferentes matizes em diversos ângulos e, ainda, uma linda tonalidade verde fluorescente. Este raro cristal só é encontrado em Mogok, Myanmar, no estado de Kachin.

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Mais tarde, foram descobertos outros exemplares da pedra, embora em 2004 ainda existissem menos de duas dúzias de painitas descobertas pelo mundo. No entanto, nos últimos anos, algumas minas em Myanmar começaram a exploração da pedra, e agora são ditas mais de 1000 pedras conhecidas. A escassez desta joia a tornou extremamente valiosa e apenas um quilate pode custar mais de 60.000 dólares.

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Taaffeite

O gemólogo austríaco Edward Richard Taaffe comprou uma caixa de pedras cortadas de um joalheiro em Dublin na década de 1940, pensando que havia comprado uma coleção de espinélios. Mas em uma inspeção mais detalhada, ele observou que uma das pedras não reagia à luz do mesmo modo que o resto dos espinélios, então ele a enviou para análise.

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Os resultados revelaram que ele havia descoberto uma pedra preciosa até então desconhecida. Foi uma situação esplêndida, mas frustrante, já que descobriu uma pedra já cortada e não tinha ideia de onde o mineral vinha! Felizmente, uma vez que a nova pedra tinha sido anunciada, muitos outros colecionadores reexaminaram suas próprias coleções de espinélios e várias outras amostras foram descobertas.

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A fonte da pedra foi rastreada até o Sri Lanka, embora um pouco também tenha sido encontrado na Tanzânia e na China. Pensa-se que existem menos de 50 exemplares de Taaffeite, muitos dos quais estão alojados em coleções geológicas e privadas. Isso torna essa pedra preciosa tão rara que o público comum provavelmente nunca a verá. A pedra preciosa é tão escassa, é considerada mais de 1 milhão de vezes mais rara do que um diamante. Desde 2002, o nome aprovado pela Associação Mineralógica Internacional de taaffeite como mineral é magnesiotaaffeite-2N’2S.

Musgravite

Musgravite foi descoberto em 1967 e é sem dúvida a pedra preciosa mais rara do mundo. Foi descoberto pela primeira vez na serra de Musgrave Ranges, na Austrália, e mais tarde encontrado em Madagascar e na Groenlândia. O primeiro espécime considerável de qualidade de pedras preciosas foi descoberto em 1993. No que diz respeito a pedras preciosas, existem cerca de dez exemplares conhecidos e documentados.

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Infelizmente, devido à natureza rara desta pedra, é improvável que alguém encontre esta pedra no mercado aberto. Se você se deparar com suspeita de musgravite, submeta-a a um laboratório de gemologia para testes, devido ao cruzamento entre a musgravite e a pedra preciosa Taaffeit. O preço médio por quilate é de US $ 35.000  com base nos espécimes já vendidos.

Diamante Vermelho

Apesar de ser possível obter diamantes sintéticos de várias tonalidades, essas gemas também ocorrem em outras colorações — além da incolor com a qual estamos mais acostumados — na natureza. Assim, em ordem (crescente) de raridade, os diamantes podem ser amarelos, marrons, incolores, azuis, verdes, pretos, rosados, laranjas, roxos e vermelhos.

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E como estamos falando de gemas extremamente incomuns, só para que você faça uma ideia de quão raros os diamantes vermelhos são, o maior exemplar que existe no mundo, o “Moussaieff Vermelho”, conta com meros 5.11 quilates — ou o equivalente a 1 grama —, e foi obtido e polido a partir de um cristal de 13.9 quilates descoberto aqui no Brasil.

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No caso dos diamantes tradicionais, como os obtidos a partir do Diamante Cullinan — um dos maiores já encontrados, com 3.106,75 quilates —, existem exemplares que chegam a contar com mais do que 500 quilates

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