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Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Uma imagem macabra de uma menina com vestido rosa caminhando por uma rua inundada de água manchada de sangue se tornou viral na internet após ser publicada pelo seu autor, o fotógrafo documentarista de Bangladesh, Nasif Imtiaz. A fotografia foi tirada em setembro de 2017, em Dhaka, depois de centenas de animais terem sido mortos nas celebrações anuais de Eid al-Adha. Devido as chuvas intensas e a precariedade na drenagem das estradas, transformaram algumas ruas da capital de Bangladesh no que a mídia internacional chamou de “rios de sangue”.

Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Crédito da foto: Nasif Imtiaz

Eid al-Adha também conhecido como Grande Festa ou Festa do Sacrifício é um festival muçulmano que sucede a realização do hajj, a peregrinação a Meca. A festa tem duração de quatro dias e é celebrada pelos muçulmanos de todo o planeta em memória da disposição do profeta Ibrahim (Abraão) em sacrificar o seu filho Ismael conforme a vontade de Deus. Quando Ibrahim colocou a faca na garganta de seu filho, Deus interveio e impediu o sacrifício, e um carneiro foi morto em seu lugar. Tal festividade é a segunda maior celebração do ano para os muçulmanos depois de Eid-al-Fitr.

Para agradecer a Deus por poupar o filho de Ibrahim da morte, todos os anos durante Eid al-Adha, as famílias muçulmanas sacrificam ritualmente as cabras, vacas e os búfalos em números surpreendentes. No primeiro dia, homens, mulheres e crianças vestem as melhores roupas que possuem e realizam a salat (oração) numa grande congregação. Os sacrifícios devem ser oferecidos somente após as orações. Enquanto Eid al-Adha é sempre no mesmo dia do calendário islâmico, a data no calendário gregoriano varia de ano para ano desde que o calendário islâmico é um calendário lunar e o gregoriano é um calendário solar.

Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Uma rua na área de Shantibagh de Dhaka, inundada com água misturada com sangue e restos de animais sacrificados após as intensas chuvas em 13 de setembro de 2017 | Crédito da foto: Prabir Das / Thedailystar.net

Todo muçulmano que possuem meios econômicos devem sacrificar animais como forma de lembrar o acontecimento. Em alguns casos, em vez de um, sacrificam dois, três ou até centenas de animais. É condição obrigatória que o animal seja macho, adulto e saudável. A carne que resulta destes sacrifícios é distribuída por um terço para familiares, um terço para vizinhos e um terço para os pobres e necessitados. Os muçulmanos que vivem em alguns países em que a legislação estabelece que os animais devam ser respeitados ficam impossibilitados de realizar este festival da forma tradicional e optam por fazer donativos a organizações de caridade, que executam o sacrifício em seu nome e distribuem a carne entre os pobres de um país escolhido pelo doador.

Segundo a BBC , quase 100 mil animais foram sacrificados somente em Dhaka no ano passado. As autoridades criaram centenas de pontos de sacrifício designados no início do festival para facilitar a limpeza do sangue e da carcaça, mas a maioria dos moradores ignorou as áreas especiais e fizeram sacrifícios nas ruas ou nas garagens de suas casas. Um forte aguaceiro inundou as ruas, o que é uma ocorrência comum em Dhaka, criando essas cenas de pesadelo.

Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Crédito da foto: Mainoor Islam Manik

Rios de sangue da Eid al-Adha, em Bangladesh

Crédito da foto: Suvra Kanti Das / Zuma Press / Splash News

Fontes: 1 2

“Não importa quão curto nosso passo pode ser. Caminhar nesse mundo que diariamente nos puxa para trás, só deixa nossas pernas mais fortes”. – Eric Ventura

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