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Rodas de peixes para capturar salmões

Rodas de peixes para capturar salmões

Uma roda de peixe é um dispositivo movido a água utilizada na captura de peixe, particularmente salmão adulto, e consiste em uma roda giratória com cestas e pás ligadas a um aro. Quando a roda está flutuando no rio, a correnteza do rio gira a roda fazendo com que as cestas capturem o salmão que está nadando e traz para fora d’água e a medida que a roda gira eles vão deslizando até cairem numa calha que propositalmente inclinada para facilitar a queda do peixe para dentro de uma recipiente. Para ter detalhes da captura pela roda, veja vídeo abaixo. O dispositivo engenhoso pode pegar grandes quantidades de peixe e a melhor parte é que os pescadores nem sequer precisam estar lá.

Modelo de uma roda de peixe | Crédito da foto

A relatos que conta de uma roda de peixes operando no rio Columbia, o quarto maior dos Estados Unidos, que nasce na Colúmbia Britânica, Canadá, que no início do século 20 capturava meia tonelada de salmão todos os dias. Na verdade, rodas de peixes foram tão eficazes como um dispositivo de captura de peixe que elas foram proibidas nos Estados Unidos, porque elas ameaçavam extinguir a população de salmão. Rodas de peixes para pesca comercial só é permitida no Alasca ao longo do rio Cooper e do Rio Yukon.

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Roda de peixe sendo usada em algum momento do passado, no rio Columbia | Crédito da foto

Não se sabe quem começou a utilizar as rodas de peixe, mas tudo indica que foram inventadas na China. Elas também foram muito utilizadas no passado no Japão; no rio Garonne, na França e no Tibre em Roma. E foram utilizadas pela primeira vez nos Estados Unidos na Carolina do Norte em 1829, mas o maior destaque se deu no rio Columbia, no final da década de 1870 onde se tornaram tremendamente eficazes na captura do salmão na sua migração subindo o rio. Uma única roda de peixes perto da cidade de The Dalles no rio Columbia em 1906, pescava 190 mil quilos de salmão sozinha, e era apenas uma das mais de 75 rodas de peixes trabalhando no rio naquele ano.

Conforme os anos avançavam, no começo dos anos 1900, a população de salmão do rio começou a diminuir e surgiu um forte conflito entre os operadores de rodas de peixes e pescadores concorrentes que utilizavam métodos de pesca artesanais, que culpavam os proprietários das rodas por praticamente acabar com o ganha-pão dos pescadores tradicionais.

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Roda de peixe no Alaska | Crédito da foto

Na eleições de 1908 no Oregon, pescadores tradicionais pediram a proibição das rodas de pesca, enquando os proprietários destas pediam que se apreendessem as redes de pescas ilegais com malha finas. Por final, as rodas de peixes foram banidas nos dois estados atravessados pelo rio Columbia: em 1928, em Oregon, e 1935, em Washington. A indústria da pesca sofreria outro grande revés quando a Represa Grand Coulee foi construída sem escadas para os peixes, eliminando-os das suas áreas de desova.

Hoje as rodas de peixes não podem ser utilizadas comercialmente em muitos lugares do mundo, mas elas são ideais para os pesquisadores de monitoramento das populações de peixes. As cestas coletam os peixes sem feri-los com anzóis, mantendo-os ilesos. Uma vez capturados, eles podem ser medidos, pesados, etiquetados, e liberados.

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Rodas de peixes no rio Cooper, no Alaska | Crédito da foto

Há um pequeno movimento nos EUA reivindicando o retorno das rodas de Peixes como técnica de pesca comercial. As alegações são que, ao contrário de muitos tipos de pescarias, como a que usam malhas de redes, que matam muito do que é capturado, a roda de peixes mantém a captura viva na caixa de coleta onde os peixes podem ser escolhidos e, os menores, devolvidos ao rio ilesos.

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Rodas de peixes no rio Cooper, no Alaska | Crédito da foto

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Rodas de peixes no rio Cooper, no Alaska | Crédito da foto

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Rodas de peixes no rio Cooper, no Alaska | Crédito da foto

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Fonte: 1

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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