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Templo dos tigres na Tailândia

Templo dos tigres na Tailândia

Wat Pha Luang Ta Bua Yanasampanno, Tiger Temple, Tiger Kingdom são alguns dos nomes conhecidos do templo dos tigres na Tailândia que desde sua inauguração em 1999, por monges budistas, resgatam filhotes de tigres, cujas mães tinham sido mortas por caçadores. Com o passar dos anos, as pessoas do local começaram a levar outros filhotes, e eles cresceram e foram se reproduzindo. Em 2015, havia 145 tigres no templo, que cobra uma pequena taxa dos visitantes para poderem entrar no local e interagir com os animais. Conforme os monges, a cobrança da taxa, garante fundos para o local continuar existindo, gerando cada vez mais cuidados aos animais órfãos e salvos de circos por toda a Ásia. Sendo um templo budista, o lugar não recebe nenhuma ajuda do governo, dependendo exclusivamente de doações e da renda vinda dos turistas. A população local acredita que o convívio com os monges , tornaram os tigres mansos e dóceis, o que possibilitou o contato com as pessoas.

Antes de entrar no templo, todos os turistas têm que assinar um documento que isenta o templo e seus funcionários que são voluntários e vindos de todas as partes do mundo, de toda e qualquer responsabilidade em caso de um ataque repentino. Além disso, ninguém pode entrar no local usando cores quentes ou muito vivas, como amarelo, laranja, vermelho e rosa, porque estas são cores que “atiçam” os tigres. A visita ao templo só é permitida a tarde, quando geralmente os tigres estão dormindo, uma vez que são animais de hábitos noturnos.

Voluntários do templo garantem que os animais não são drogados nem sofrem abusos. Evelyn Almeida, blogueiro do site Turista Profissional, que visitou o lugar em 2013, comentou no site que a entrada no templo foi o mais caro de sua viagem a Tailândia e que para entrar no Tiger Canyon, onde os tigres ficam acorrentados a grossas correntes no chão, ou soltos atrás de grades nos fundos do canion, são orientados a deixarem as bolsas e máquinas fotográficas do lado de fora. Caso queiram tocar no animal, um funcionário segurará a mão da pessoa e se quer uma foto de recordação, com a cabeça do animal em seu colo, tem que pagar por isso. Porém ela achou os animais “dominhocos demais”, que mal levantaram as cabeças, quando foi a vez dela, interagir com os tigres, acreditando que os animais estavam mesmo era drogados. Muitos tigres estão em jaulas, longe dos olhos dos turistas em recuperação após serem resgatados ou por serem agressivos demais.

O templo está constantemente sendo acusado de abusos aos animais e ONGs de proteção e defesa aos animais garantem que a sua existência é puramente comercial. Funcionários do local são acusados de esguicharem urina nos rostos dos tigres para discipliná-los, de acordo com um estudo feito pelo 2008 pela Call For The Wild Internacional. Em 2015, um vídeo de um visitante do templo, circulou na internet, onde um tigre tinha ganhado um soco no rosto de um funcionário, e a pessoa que fez o vídeo garante que viu um tigre sendo arrastado pelo rabo.

Em janeiro de 2016, a ONG Cee4life mostrou evidências de que o templo tinha conexões com o mercado negro, com importações ilegais de tigres vindo de Laos e também de reproduções ilegal de animais, alegando que o templo acelerava o processo na criação dos tigres para aumentar o número de filhotes, devido a demanda de turistas no local e que tivesse um numero suficiente para que os visitantes pudessem brincar com eles, tirando-os cedo demais de suas mães e assim as fêmeas pudessem se recuperar e entrar no cio novamente.

Durante anos, o Departamento de Parques Nacionais e da Vida Selvagem da Tailândia vem lutando para tentar remover os tigres do local e fechar o lugar. Em abril de 2015, seis ursos negros asiáticos estavam detidos ilegalmente no templo. Munidos de mandado de busca e apreensão, pessoal do governo tentaram resgatar os ursos e cerca de 100 monges e discípulos bloquearam a saída por seis horas, não deixando os caminhões que transportavam os ursos sair do templo e assim os animais tiveram que ser removidos, sendo içados através do muro por um guindaste, com a ajuda de 70 militares e funcionários do governo.

Site Oficial

Fontes: 1 2 3 4

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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