A cidade de Fermont com uma população de 5.000 habitantes, situada perto da fronteira Quebec-Labrador, a cerca de 23 quilômetros da cidade de Labrador, é uma cidade mineira canadense, sede do município regional de Caniapiscau. Foi fundada em 1974 pela Companhia de Mineração Québec Cartier para explorar os vastos depósitos de minério de ferro em Mont Wright, localizados a cerca de 25 quilômetros a oeste do local da cidade. É a única cidade mineira da região.

Fermont (contração francesa de “Fer Mont”, que significa montanha de ferro) está situada acima do paralelo 52 que a coloca na mesma latitude que o Alasca e a Sibéria. Quer dizer, Fermont tem um clima subártico severo, com invernos longos e temperaturas abaixo de zero e verões curtos e amenos. Os invernos são dominados por fortes ventos vindos do norte. Quando a cidade estava sendo planejada no final dos anos 1960, os arquitetos Maurice Desnoyers e Norbert Schoenauer, contratados para o trabalho, perceberam que a cidade precisava de alguma proteção dos ventos fortes predominantes.

Em vez de projetarem barreiras de vento tradicionais, eles conciliaram a funcionalidade de uma parede contra o vento com um complexo residencial. O resultado foi a construção de um edifício único, com 1,3 quilômetros de comprimento e cinco andares de altura, que se tornou o ícone de Fermont.

A inspiração para a “The Wall“, como ficou conhecida, veio do arquiteto sueco Ralph Erskine (1914–2005), que havia projetado um edifício similar em 1962 para fornecer habitação para uma comunidade chamada Svappavaara, no norte do círculo ártico na Suécia. Em contraste com o prédio em forma de para-brisas residencial de Erskine, o prédio de Fermont tem um caráter multi-uso, que inclui instalações residenciais, comerciais e educacionais.

Essa enorme estrutura autônoma é o lar de empresas como hotéis, bares, restaurantes, supermercados, escolas, centro de saúde, prefeitura, igreja, piscina e delegacia composta de três celas. Além disso, o complexo tem 440 residências. Como tudo está localizado dentro do “The Wall”, os moradores, algo em torno de 1.000 pessoas, nunca precisam deixar o prédio durante o longo inverno, que geralmente dura cerca de sete meses. Durante o extremo inverno, o exterior do lado norte a temperatura é de -40 graus, enquanto o lado sul pode ser em torno de -25 graus. Além do complexo multi-uso, existem ainda setecentos e cinquenta e cinco casas que também são protegidas contra o vento pela estrutura.

Os arquitetos tiveram que definir espaços interiores e exteriores de acordo com a hierarquia dos domínios privados e públicos. Outros desafios incluíam o fornecimento de serviços coletivos e instalações recreativas para satisfazer as necessidades pessoais, sociais e familiares, e também garantir uma boa ventilação interna. As entradas aos blocos foram colocadas estrategicamente para que a queda da neve não prejudicasse a acessibilidade ao prédio, bem como foram pintados em cores que identificam a característica da entrada, como as de cores laranja, indicam onde há elevadores. Além disso, os arquitetos trouxeram todos os serviços sob um mesmo teto com a esperança de criar uma comunidade bem unida.

Fontes: 1 2

“Não importa quão curto nosso passo pode ser. Caminhar nesse mundo que diariamente nos puxa para trás, só deixa nossas pernas mais fortes”. – Eric Ventura

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Sobre o Autor

Curioso desde sempre, queria um lugar para guardar às curiosidades de lugares e histórias inusitadas que lia em livros ou pela internet e assim nasceu o site Magnus Mundi em 2015. Me chamo Julio Cesar, sou natural de Blumenau e morador de Porto Belo, litoral de Santa Catarina.

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