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Uluru, a segunda maior pedra do planeta

Uluru, a segunda maior pedra do planeta

Uluru (também conhecido como Ayers Rock ou The Rock – “a rocha”) é um monólito situado no norte da área central da Austrália, no Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta perto da pequena cidade de Yulara, a 335 quilômetros a sudoeste da cidade de Alice Springs, e registrado como um Patrimônio Mundial da UNESCO.

É o segundo maior monólito do mundo (depois de Monte Augustus, também na Austrália). Tem mais de 348 metros de altura e 9,4 quilômetros de circunferência, e se estende em 2,5 quilômetros de profundidade no solo. Foi descrito pela primeira vez, pelo explorador Ernst Giles em 1872 como “o seixo notável”, que passou a maior parte de sua vida, viajando por toda a Austrália. A idade deste monólito é de 680 milhões de anos.

Uluru é notável pela sua qualidade de coloração variável de iluminação diversa que ocorre em diferentes horas do dia e do ano, apresentando ao pôr-do-sol uma visão particularmente notável. É feito de arenito impregnado de minerais como feldspato (arenito de arcósio) o que causa a emissão de um brilho vermelho ao amanhecer e ao pôr-do-sol. A pedra obtém sua cor ferruginosa da oxidação.

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

A pedra visto com o Hotel Sails in The Desert em primeiro plano | Crédito da foto

A imensa rocha é sagrada aos aborígenes e tem inúmeras fendas, cisternas (poços com água), cavernas rochosas e pinturas antigas. Ayers Rock era o nome dado a ela pelo agrimensor William Gosse, em homenagem ao então Secretário-Chefe da Austrália do Sul, Henry Ayers. Uluru é o nome aborígene, e desde os anos oitenta foi o nome oficialmente escolhido, embora muitas pessoas, especialmente os não-australianos, ainda chamem de Ayers Rock. Oficialmente, desde 1993 é adotado usar os dois nomes para se referir ao monólito.

Achados arqueológicos a leste e oeste indicam que os humanos se estabeleceram na área há mais de 10.000 anos. Uluru é adjacente a comunidade aborígene de Mutitjulu , com uma população aproximada de 300 pessoas, e está a onze quilômetros da cidade turística de Yulara com cerca de 3.000 habitantes. Não está longe de Kata Tjuta (também chamado Monte Olga), uma formação rochosa, a 25 quilômetros de distância. Foram construídas áreas de observação especiais com acesso pela estrada e amplo estacionamento para dar aos turistas as melhores condições de visão do local tanto ao amanhecer quanto no crepúsculo.

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

Em agosto de 1980 ocorreu o desaparecimento do bebê Azaria Chamberlain de nove semanas de vida, enquanto ela e os pais acampavam perto de Uluru. Seu corpo nunca foi encontrado. Seus pais, Lindy e Michael Chamberlain, informaram que Azaria tinha sido levada por um dingo (espécie de cachorro selvagem do deserto australiano), dando início ao julgamento mais famoso da história australiana.

Devido a pressões populares, a mãe Lindy foi condenada à prisão perpétua sendo acusada de assassinar a filha, e o seu marido, Michael Chamberlain, foi acusado de ser cúmplice do assassinato. No dia 12 de junho de 2012, a justiça australiana confirmou a versão dos pais de que a garota havia sido atacada por dingos, depois de 32 anos do caso. O filme Um Grito no Escuro (Evil Angels), estrelado por Meryl Streep e Sam Neill de 1988, e baseado no romance homônimo de John Bryson, relata o caso de desaparecimento e julgamento.

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

Uluru vista do espaço | Crédito da foto

Em outubro de 1985, o governo australiano devolveu a posse de Uluru aos aborígines locais, os Pitangjatjara Anangu, com a condição de que os Aṉangu a alugasse de volta à Agência Nacional de Parques e Vida Selvagem por 99 anos e que seria gerenciada em conjunto. Um acordo originalmente feito entre a comunidade e o primeiro-ministro Bob Hawke de que a subida ao topo por parte dos turistas seria interrompida.

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

Petróglifos em Uluru | Crédito da foto

Escalar a pedra é uma atração popular para uma grande fração dos muitos turistas que visitam Ayers Rock a cada ano. Uma corda com alça torna a subida mais fácil, mas ainda é uma subida realmente longa e íngreme e muitos escaladores experientes desistem. Houve pelo menos 37 mortes relacionadas à escalada de recreio desde que tais incidentes começaram a ser registrados. Os Anangu consideram a pedra sagrada e prefeririam que visitas não a escalassem, em parte devido ao caminho que cruza uma trilha tradicional sagrada da Dreamtime.

Cerca de meio milhão de turistas vêm ver a rocha Uluru anualmente. Eles são atraídos não apenas pela forma incrível da rocha, mas também por seus desenhos na parede feitos por antigos povos em numerosas cavernas. Apesar do fato de que a rocha de Uluru no mundo civilizado tornou-se conhecida já em 1893, os turistas alcançaram apenas a partir de meados do século 20. Somente em 1950, as autoridades australianas, decidiram desenvolver ativamente a infra-estrutura turística em seu país e abriram o caminho para a misteriosa rocha.

O guia de visitantes diz que “a subida não é proibida, mas nós preferimos que, como convidado em terra Aṉangu, você opte por respeitar nossa lei e cultura ao não escalar“. Mas infelizmente, um terço dos que visitam o monólito, optam por subi-la. Em novembro de 2017, o conselho do Parque Nacional Uluṟu-Kata Tjuṯa votou por unanimidade a proibição de escalar Uluru, com a proibição de entrar em vigor em outubro de 2019. Também a fotografia de algumas partes da pedra, inclusive a formação chamada o “Cérebro” não é autorizada.

Segundo a lenda dos Anangu, há milhões de anos Uluru era uma pequena rocha. Um dia, muitas pessoas foram mortas ao lado dela. Uluru engoliu suas almas e aumentou de tamanho. Acredita-se que aqueles que tentam escalar o topo ou pegar um pedaço de pedra como lembrança incorrerão na indignação daqueles que descansam em Uluru.

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

Escalada na pedra cessará definitivamente a partir de outubro de 2019 | Crédito da foto

Há várias histórias de turistas que levaram para casa um pedaço do Monte Uluru e devolveram a lembrança alegando que traria azar. Eles dizem que foram amaldiçoados por levar uma parte do monumento, considerado sagrado para os aborígenes. O parque nacional australiano, responsável pela administração do monte, diz receber um pacote por dia, enviado de várias partes do mundo, com uma pedaço do Uluru e um pedido de desculpas.

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Corda que facilita a subida | Crédito da foto

Uluru, a segunda maior pedra do mundo

Príncipe Charles e Diana, a Princesa de Gales voltando da sessão de fotos em Uluru, março de 1983 | Crédito da foto

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Panorama visto em cima da pedra | Crédito da foto

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As variações de cores de Uluru, dependendo da hora do dia | Crédito da foto

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