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Uma bola de tênis como lar

Uma bola de tênis como lar

Todos os anos são usadas mais de 36 mil bolas de tênis no Torneio de Wimbledon, o mais famoso e prestigiado torneio de tênis do mundo que acontece desde 1877 na Grã Bretanha. Essa enorme quantidade de bolas é devido ao fato de serem trocadas frequentemente nos intervalos durante as partidas para garantir que não estejam desgastadas ou quentes demais e assim afetar a dinâmica física da bola e influenciar no jogo. Mais de 700 bolas somem a cada torneio, provavelmente levadas pelo público como lembranças e as outras bolas usadas são revendidas a granel aos frequentadores dos torneiros e desde 2001, algumas dessas bolas são doadas aos órgãos de proteção aos animais do Reino Unido que fazem pequenas casas para uns camundongos conhecidos por lá como “ratos de campos” ou “ratos de colheitas” (Micromys minutus).

O rato de colheita é normalmente encontrado em áreas de cultivo de cereais, como trigo e aveia ou em canaviais e em vegetação rasteira, como grama ou capim. Um rato adulto pesa em torno 4 a 6 gramas, sendo o menor roedor da Europa. Ele come principalmente sementes e insetos, mas também néctar das flores e frutas e gostam de fazer seus ninhos acima do solo, com palha seca, porem esses ninhos as vezes são frágeis diante de alguns predadores. O interessante desses roedores é que eles não gostam de entrar nas casas ou mesmo morar em sotões, entre as paredes ou porões como outras espécies de ratos.

Esses animais tem a lista mais longa de predadores naturais de toda as criaturas conhecidas. Estes roedores são alimento para cobras e répteis em geral, gatos, cães, falcões, corujas, raposas, doninhas e até por coelhos e provavelmente esse animal seja noturno, para evitar seus predadores  e nos últimos anos, seu habitat está sob crescente ameaça pelos métodos de agricultura intensiva.

Protetores de animais descobriram que bolas de tênis são excelentes, casas à prova d’água para esses pequenos roedores, bastando apenas cortar um pequeno buraco nas bolas e tirar seu enchimento e posteriormente, fixar as bolas em postes de cerca entre 75 centímetros e 1,5 metros do chão ou entre os galhos de pequenos arbustos, onde eles podem fazer seus ninhos em relativa segurança das aves de rapina e doninhas, que são grandes demais para atravessar o buraco.

Além de Wimbledon, muitos outros clubes de tênis pelo Reino Unido começaram a doar regularmente as bolas usadas para várias organizações de conservação da vida selvagem para ajudá-los em seus esforços na proteção desses minúsculos animais. Dr. Simon Lyster, Diretor Geral da Wildlife Trusts, comentou para a BBC: “O rato de colheita é um excelente indicador da saúde de nossos campos e colheitas.

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Um rato de colheita encontra uma casa em uma bola de tênis em Slimbridge Wetland Centre em Gloucestershire. |Crédito da foto

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O ninho natural de um rato de colheita |Crédito da foto

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4 Comentários

  1. O Saco de Histórias

    24 de agosto de 2015 às 11:34

    Programa minha bola minha vida.

    KKKK…

    • Magnus Mundi

      28 de agosto de 2015 às 09:57

      Boa essa, O Saco de Histórias!!

  2. Escola Do inglês

    24 de agosto de 2015 às 23:06

    Iniciativas como essas são as que ainda podem preservar a vida no planeta.

    • Magnus Mundi

      28 de agosto de 2015 às 09:59

      Então Escola do Inglês, esses ratos ajudam os fazendeiros no controle das pragas.

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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