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Völkerschlachtdenkmal, o Monumento da Batalha das Nações

Völkerschlachtdenkmal, o Monumento da Batalha das Nações

Monumento da Batalha das Nações (em alemão: Völkerschlachtdenkmal) é um monumento situado em Leipzig, na Alemanha, que comemora a Batalha de Leipzig (ou Batalha das Nações) ocorrida em outubro de 1813. Está entre os maiores monumentos de guerra do mundo e o maior da Europa. Comemora a derrota de Napoleão Bonaparte e do Império Francês, pelos prussianos, russos, austríacos e aliados sob a Sexta Coalizão. Foi a maior batalha na Europa antes da Primeira Guerra Mundial, com mais de 500 mil soldados de toda a Europa, incluindo França, Itália, Rússia, Áustria, Prússia, Suécia e Espanha, entre outros. Todos os estados alemães participaram da luta em ambos os lados.

Na época da Batalha de Leipzig, a cidade fazia parte do Reino da Saxônia, sob o comando de Friederich August I. A Saxônia era um dos estados que constituíam a Confederação do Reno, estados germânicos sob o controle da França Imperial. Em face de um ultimato, as forças do Reno, incluindo Friedrich August I e as tropas saxões, cumpriram as exigências de Napoleão de entregarem as cotas completas dos recursos de seus reinos.

O mais importante foi a cooperação da Saxônia, que havia feito uma tentativa fracassada de fazer um pacto com os países da Coalizão. Sachsen, especificamente Leipzig, seria onde a França e seus aliados desdobrariam suas tropas e onde as tropas de Napoleão estavam estacionadas. Os Estados do Reno não estavam animados com a luta pelo Império Francês. Muitos desertaram para as tropas da Coalizão, quando viram que os franceses iriam enfrentar uma força renovada e reforçada de vários países.

As tropas da coalizão derrotaram as forças francesas do Império e seus aliados. As estimativas de mortos e feridos na batalha que durou quatro dias, estão entre 80.000 a 110.000 soldados, sendo uma das mais sangrentas até então. As tropas francesas tiveram cerca de 38.000 mortos, 21.000 feridos e cerca de 15.000 foram capturados. Com uma força total de 362 mil soldados, os Aliados sofreram aproximadamente 54 mil mortos.

Esta derrota causou o fim da Confederação do Reno e a presença francesa a leste do Reno. Significou também a libertação dos Estados alemães e a maioria dos quais se juntou à invasão da Coalizão da França no início de 1814. Em 1815, Napoleão sofreu sua segunda derrota, em Waterloo, e forçou seu exílio para a ilha de Elba. Saxônia se uniria à maioria dos estados alemães para formar a nova Confederação Alemã.

Um ano após a batalha, em 1814, foram feitas propostas para um monumento à batalha. No entanto, a primeira pedra não foi colocado até o 50º aniversário do evento, em 1863. Mesmo assim, não havia fundos disponíveis para construir qualquer coisa. O Monumento da Batalha das Nações foi construído no local da luta mais sangrenta da batalha, e de onde Napoleão deu ordem para o seu exército retirar.

Décadas mais tarde, Clemens Thieme, que era um membro da Associação Histórica de Leipzig, ficou sabendo sobre esses planos abortados e decidiu fazer algo sobre isso. Em 1894, fundou a Associação Alemã de Patriotas e levantou dinheiro suficiente, por meio de loterias e doações, e os meios necessários para a construção do monumento. Dois anos depois, a cidade de Leipzig doou o terreno e o arquiteto berlinense Bruno Schmitz foi contratado para projetar e construir o Monumento à Batalha das Nações, que se tornaria sua obra mais famosa.

A construção começou em 1898 e levou 15 anos, envolvendo a remoção de 82 mil metros cúbicos de terra. No total, 26.500 blocos de granito foram colocados sobre fachada de concreto do monumento. A estrutura, com 91 metros de altura, contém 500 degraus até ao topo, onde se encontra uma plataforma, a partir da qual se pode ver a vista da cidade e arredores. O monumento é visto como um dos melhores exemplos de arquitetura do período guilhermino. Posteriormente, foram adicionados dois elevadores de passageiros, levando à plataforma de visualização do meio a uma altura de 57 metros.

Em frente ao monumento se localiza um lago artificial, o Lago das Lágrimas, que simboliza às lágrimas dos povos de lutos pelos sobreviventes da batalha. Na base do colosso, está uma enorme estátua do arcanjo Miguel com a mão direita empunhando uma espada e segurando um escudo com a esquerda, com doze metros de altura, que é considerado pelos alemães, o Deus da Guerra.

Em torno do topo da estrutura, há várias estátuas colossais de guerreiros caídos com as cabeças curvadas em sinal de respeito. O monumento tem apenas dois andares. O primeiro é uma cripta com estátuas de oito guerreiros em pé e em pares na mesma posição dos guerreiros no exterior e estão em frente de enormes rostos expressivos e sombrios chamados em alemão Totenwächter, que quer dizer, guardiães dos mortos.

Völkerschlachtdenkmal, o Monumento da Batalha das Nações

Crédito da foto

No outro piso, chamado Ruhmeshalle, se encontram quatro estátuas que representam as qualidades atribuídas ao povo alemão: coragem, fé, sacrifício, e fertilidade. Cada uma delas tem mais de dez metros de altura. Todas as estátuas foram esculpidas por Christian Behrens que infelizmente morreu no meio do projeto. O restante do trabalho foi realizado por seu aprendiz, Franz Metzner, mas grande parte de seu trabalho foi perdido nos escombros da Segunda Guerra Mundial. Nas imediações do monumento está a pedra de Napoleão no local do antigo moinho de tabaco de Quandt, onde Napoleão estabeleceu seu posto de comando em 18 de outubro de 1813.

Um ano após a sua inauguração, a Alemanha estava envolvida novamente numa grande guerra: a Primeira Guerra Mundial e no final desta, o império alemão deixou de existir. Tal arquitetura heroica, apresentada como os ideais alemães de virilidade e coragem de tal forma gigantesca e folclórica naturalmente foi associada com as tensões políticas do nacionalismo alemão no período entre as guerras mundiais.

Quando Hitler visitou a cidade, exigiu o uso do monumento para sediar suas reuniões. Na fase final da Segunda Guerra Mundial em abril de 1945, cerca de 300 soldados alemães e homens do Volkssturm entrincheiraram contra os americanos atacantes no monumento. Houve muitos danos causados ​​no monumento pela artilharia. Na noite de 19 a 20 de abril de 1945, os combatentes que permaneceram no monumento das Batalhas de Nações sob o comando do coronel Hans von Poncet se renderam aos americanos.

Völkerschlachtdenkmal, o Monumento da Batalha das Nações

Crédito da foto

Quando a cidade se tornou parte da Alemanha Oriental comunista depois da guerra, o futuro do monumento foi debatido. No entanto, sua longa história ajudou na sua preservação. Apesar de ter sido usado durante a era nazista como um símbolo do poderio germânico, o verdadeiro propósito do monumento foi para comemorar um momento em que soldados russos e alemães estavam lado a lado para derrotar seu inimigo comum: Napoleão. Como tal, foi concedido um indulto e sobreviveu até o fim do comunismo da Alemanha Oriental, em 1989.

Alguns hoje ainda veem o monumento como um símbolo dominante que glorifica o nacionalismo alemão, a cultura militar imperial e a guerra. Independentemente do que o monumento representa, não se pode negar que é uma obra-prima arquitetônica e escultural.

Völkerschlachtdenkmal, o Monumento da Batalha das Nações

Estátua de arcanjo Michael, considerado pelos alemães o Patrono da GuerraCrédito da foto

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Reforma em 2003 | Crédito da foto

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Reforma em 2003 | Crédito da foto

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Protestos contra a manifestação neonazista | Crédito da foto

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Soldado americano observando a grandiosidade do monumento em 1945, após derrotarem tropa de 150 soldados alemães entrincheirados por três meses no monumento.

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Reunião ocorrida em 1924 | Crédito da foto

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Construção dos alicerces em 1902 | Crédito da foto

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Ilustração do lançamento da pedra fundamental em 1863 | Crédito da foto

Fontes: 1 2 3

“Na minha opinião existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”. – Érico Veríssimo

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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