Inóspitos

Surpreendente antes e depois das geleiras no Alaska

Surpreendente antes e depois das geleiras no Alaska

Atualmente a Terra está passando por um período interglacial, período este de clima relativamente quente, que vai durar vários milhares de anos até o início de uma nova era glacial. O atual período que começou entre 10.000 e 15.000 anos atrás, fez com que os mantos de gelo do último período glacial começasse a derreter e o processo ainda está ocorrendo. No entanto, esse processo vem se acelerando desde a década de 1850, em grande parte como consequência das atividades humanas.

Algumas das fotos históricas abaixo foram tiradas por John Muir em 1879 e posteriormente por William Fields e Bradford Washburn, exploradores da Revista National Geographic. Já as recentes são de Bruce Molnia, e a comparação entre elas varia de alguns anos a 110 anos e foram tiradas em diversos locais no Alasca, incluindo Glacier Bay National Park and Preserve, Kenai Fjords National Park, áreas a noroeste de Prince William Sound e Chugach National Forest.

Bruce Molnia foi convidado em 1999 pelo então Secretário do Interior dos Estados Unidos, Bruce Babbit de procurar provas irrefutáveis que as mudanças climáticas eram reais. O que ele encontrou assustou a todos! A comparação entre as fotos mostra a dramática mudança na paisagem e vegetação, em consequência do derretimento e recuamento das geleiras.

Passe o mouse nas imagens para ver as comparações

Em 110 anos, grande blocos flutuantes de gelos desapareceram e a vegetação tomou contas das encostas das montanhas ao fundo na costa oeste de Muir Inlet Glacier Bay National Park.

Em 42 anos de comparação nas fotos, a Plateu Glacier desapareceu e a vegetação cobriu as encostas dos fiordes, fotos tiradas em Wachusett Inlet e montanhas Saint Elias. Reparem que a espessura do gelo nessa área era superior a 200 metros de altura e a geleira recuou 3 quilômetros.

Ambas as fotos foram retirados do mesmo local em um cume em Bulldog Cove, perto da Bear Glacier Point, Montanhas Kenai, mostram as mudanças de Bear Glacier entre o início dos anos 1920 e 2005. A fotografia mais antiga é de um cartão marcado Harding Glacier Resurrection Bay. Em 85 anos, a Bear Glacier recuou completamente para fora do campo de visão, sendo visível apenas blocos de gelo flutuando no lago.

Fotos tiradas no mesmo local na costa oeste de Harris Bay em Kenai Fjords National Park. A primeira foto, a data é incerta, mas estimasse que seria entre 1920 a 1940. A costa rochosa em primeiro plano é coberta por numerosos pequenos icebergs partidos da Northwestern Glacier. Já a segunda foto foi tirada em 12 de agosto de 2005, onde se vê que a geleira Northwestern sumiu completamente da paisagem da Harris Bay, recuando quase 10 km a noroeste, nesses 65 ou 85 anos.

A geleira de 50 metros de altura desapareceu na Harris Bay, em Kenai Fjords National Park em 95 anos nas comparações das fotos de 1909 e 2004 e a Northwestern Glacier recuou 9 km.

A primeira foto foi tirada em algum momento entre 1920 a 1940, da Pederson Glacier em Kenai Fjords National Park. A geleira tinha uma altura que variava de 20 a 40 metros, e na segunda foto tirada em 10 de agosto de 2005 ela desapareceu completamente da região, recuando quase 1.5 quilômetros.

Foto de 1899 mostra a Reid Glacier, em Glacier Bay National Park com aproximadamente 60 metros de espessura, já 104 anos depois a geleira recuou 3,5 quilômetros.

Fotos tiradas em 1890 e 2005 da geleira Muir Inlet, em Alaska’s Glacier Bay National Park and Preserve.

Fotos tiradas em 1890 e 2005 da geleira Muir Inlet, em Alaska’s Glacier Bay National Park and Preserve.

Durante 69 anos entre as fotos, a geleira Yale em Prince William Sound recuou 6,4 km, com a maior parte do recuo ocorrido após 1957.

Na primeira foto, fotógrafo e vários turistas explorando os icebergs na baía de Muir em algum momento entre 1880 e 1890. Ao fundo a geleira com mais de 90 metros de altura acima do nível da água, já na foto de 2005, a região sem nenhum traço de gelo.

Fotos com diferença de 54 anos, com a geleira Muir recuando 6,4 km. Nesses anos, a vegetação se desenvolveu nas montanhas ao redor.

Fotos mais recentes, com apenas 27 anos de diferença. A geleira recuou 9,7 km ao norte.

Fotos tiradas a cerca de 8 km ao norte da foz do Mc Carty Fjord em Kenai Fjords National Park. A de 2004 mostra a foz totalmente limpa de gelo, tendo a geleira recuado mais de 9 km na baia. Cresceu uma densa vegetação nas montanhas ao redor.

Outra sequencia de fotos da Mc Carty Glacier de 1909 e 2004.

A primeira foto de 1899 foi tirada por Grove Karl Gilbert perto de Muir Point em Alaska’s Glacier Bay National Park and Preserve. A foto de 2004 a Muir Glacier recuou 40 km ao norte e extensa vegetação se desenvolveu pelas montanhas e vales.

Primeira das fotos é de de junho de 1919, tirada perto de uma geleira ao longo do East Fork do rio Teklanika no Alaska’s Denali National Park. Estima-se que em East Fork Teklanika Glacier houve um recuo da geleira de 4 metros por ano.

A primeira foto tirada ao longo da costa oeste de Harris Bay em Kenai Fjords National Park, num momento entre 1920 a 1940. A água rasa junto à costa é coberta por gelo. A segunda foto foi tirada em agosto de 2005, e mostra a noroeste da geleira que recuou para fora do campo de visão. Sedimentação elevaram a área da costa e produziu uma zona úmida pantanosa coberta por uma diversificada vegetação.

Fotos tiradas em agosto de 1905 e agosto de 2008 da Tobaggan Glacier em Alaska’s Chugach National Forest.

Primeira foto: inverno de 1895 e cento e dez anos depois, Bruce Molnia fotografa o mesmo local em Muir Inlet, mostrando o recuo total da geleira

Fonte: 1

Visualização: 679 vezes

Obrigado por avaliar. Divulgue nas redes sociais, o que achou! .
Ajude a melhorar nosso conteúdo, informando o que sentiu ao ler este artigo?
  • Fascinado
  • Contente
  • Entediado
  • Indiferente
  • Decepcionado
Clique para adicionar um comentário

Faça um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inóspitos

Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

Veja mais em Inóspitos

Castaway Depots, os depósitos de sobrevivência da Nova Zelândia

Magnus Mundi11 de outubro de 2018

Salton Sea, o lago criado acidentalmente

Magnus Mundi21 de setembro de 2018

Dogon, o povo das estrelas que vive nas escarpas Bandiagara

Magnus Mundi28 de julho de 2018

Skull Rock, a ilha da caveira da Austrália

Magnus Mundi1 de julho de 2018

Pitcairn, a ilha perdida dos amotinados

Magnus Mundi25 de junho de 2018

A incrível história de Burro Schmidt e seu túnel

Magnus Mundi18 de junho de 2018

Gocta, a catarata escondida do Peru

Magnus Mundi15 de junho de 2018

O misterioso Vidro do Deserto da Líbia

Magnus Mundi10 de junho de 2018

Eredo de Sungbo, o maior monumento da África que nunca se ouviu falar

Magnus Mundi5 de junho de 2018
Scroll Up