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Isola La Gaiola, a ilha amaldiçoada

Isola La Gaiola, a ilha amaldiçoada

Isola La Gaiola é um das menores ilhas de Nápoles na Itália, localizada no Golfo de Nápoles a ilha dá o nome ao parque subaquático de Gaiola (Parco di Sommerso Gaiola), uma área marinha protegida de cerca de 42 hectares, que faz parte do Arquipélago Campânia. A ilha consiste de duas ilhotas localizadas, a cerca de 30 metros de distância da costa na fronteira ao sul de Posillipo.

Uma das ilhotas possui uma casa solitária, a outra é desabitada, e uma pequena ponte de arco, que se parece natural, liga as ilhas, que são separadas por alguns metros. Seu nome tem origem nas cavidades que pontilham a costa, sendo originário do latin “Cavea” (pequena caverna) que, depois, através do dialeto derivou para, “Caviola”. Originalmente a pequena ilha era conhecida como Euplea, divindade protetora da navegação e foi local de um pequeno templo dedicado a Vênus.

Há várias ruínas pelas ilhas, construídas na época dos romanos. Algumas dessas estruturas estão debaixo d’água, sendo agora abrigo para criaturas marinhas. Alguns acreditam que o poeta Virgílio, considerado um mágico, ensinou nessas ruínas. No início do século 19, a ilha era habitada por um eremita conhecido como “Lo Stregone” (O feiticeiro), que vivia graças à caridade dos pescadores. As ilhotas podem parecer um lugar excelente para viver tranquilamente, no entanto, os moradores locais acreditam que a ilha seja amaldiçoada, uma reputação que surgiu por causa da morte prematura e frequente de seus proprietários.

Em 1874, a ilha foi vendida para Louis de Negri, que construiu uma casa sobre uma das ilhas, e vendida anos depois para George Norman Douglas (1868-1952), escritor britânico, autor do livro “Siren Land” e em 1910, passou a ser propriedade da família do senador italiano Paratore, que viveu na ilha e foi o responsável pela criação do parque marinho.

A série de infortúnios começou por volta da década de 1920, quando o então proprietário, um suíço chamado Hans Braun, foi encontrado morto e enrolado em um tapete. Um pouco mais tarde, sua esposa se afogou no mar, jogada por uma onda para fora da gaiola, quando estava sendo puxada por um cabo de aço entre a ilha e o continente. O próximo proprietário da vila foi o alemão Otto Grunback, que morreu de um ataque cardíaco, enquanto habitava a ilha. Um destino semelhante se abateu sobre o industrial farmacêutico Maurice-Yves Sandoz, que cometeu suicídio em um hospital psiquiátrico na Suíça. Seu proprietário posterior, um industrial do aço da Alemanha, o Barão Karl Paul Langheim, foi arrastado à ruína econômica pela vida desregrada.

A ilha também pertenceu a Gianni Agnelli, o chefe da Fiat, cujo único filho cometeu suicídio. Após a morte prematura de seu filho Gianni, ele começou a preparação de seu sobrinho Umberto Agnelli, para ser chefe executivo da Fiat, mas Umberto morreu também de um tipo de câncer raro na tenra idade de 33 anos. Outro proprietário, o bilionário Paul Getty, depois de comprar a ilha, teve seu neto sequestrado. O último proprietário da ilha, Gianpasquale Grappone foi preso quando sua companhia de seguros faliu em 1978. Em 2009, a maldição das ilhotas voltou a tona, quando jornais noticiaram o assassinato de Franco Ambrosio e sua esposa Giovanna Sacco, que eram proprietários de uma casa em frente as ilhas. Hoje, a casa está desabitada e abandonada.

Após 1996, todas as propriedades da região passaram a ser responsabilidade da Associazione Marevivo, que pretendia construir um museu para a exploração dos recursos marinhos, projeto esse que nunca foi concretizado e a partir de 2009, foi confiada a Soprintendenza Archeologica, entidade gestora do parque subaquático.

Isola La Gaiola, a ilha amaldiçoada

Fontes: 1 2

“Tudo o que o homem não conhece não existe para ele. Por isso, o mundo tem para cada um o tamanho que abrange o seu conhecimento”. – Carlos Bernardo González Pecotche

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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