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Jacob’s Well, o poço traiçoeiro

Jacob’s Well, o poço traiçoeiro

Jacob’s Well (Poço do Jacó), em Wimberley, no Texas, Estados Unidos, é um dos lugares mais perigosos para mergulhar no planeta e oito mergulhadores já morreram no local, mas isso não impede de caçadores de emoção e até mesmo crianças de pularem do penhasco direto para a entrada desse traiçoeiro poço. Visto da superfície o lugar parece inofensivo com águas claras e calmas. O problema esta em sua profundidade e na distribuição das cavernas subterrâneas que estão abaixo da água.

A entrada tem 4 metros de largura e ao descer alguns metros de profundidade os mergulhadores encontram câmaras escondidas com acesso difícil e estreito. Ao pular no poço é possível descer em linha reta a uma profundidade de 30 metros até encontrar a primeira câmara. Até esta profundidade ainda é possível observar a luz solar que mantém a vida de algas e microrganismos envoltos nas rochas. A segunda câmara esta a uma profundidade de 40 metros e tem acesso bem mais difícil que a primeira. Ali se encontra uma falsa saída que engana muitos mergulhadores que entram em desespero ao descobrir que a ‘suposta saída’ trata-se na verdade de uma armadilha para reduzir o tempo de oxigênio dos cilindros.

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

São poucos os que se arriscam a entrar na terceira câmara tão profunda e perigosa quanto à segunda. Para chegar à quarta câmara é necessário espremer-se por uma fenda mínima entre as paredes irregulares do local. Todos que ali tentaram se aventurar não retornaram com vida. Por isso ela ganhou o apelido de “caverna virgem”. No fundo desta câmara, existe uma fenda mínima. Até mesmo mergulhadores profissionais que tentaram se arriscar nesta câmara, não conseguiram sair dali com vida. A última vítima conhecida foi Wayne Madeira Russell, de Austin. Ao longo de todas as cavernas do lugar foram instaladas câmeras fixas para tentar descobrir o real mistério que impede os mergulhadores de voltarem até a superfície quando chega ao que se imagina, na profundidade máxima do poço.

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Mesmo com as mortes, o poço exerce estranho fascínio aos caçadores de aventuras. Parece que quanto mais gente morre lá, mais interessados eles ficam. Após muitas mortes, Don Dibble, dono de uma loja de mergulho na região com mais de 40 anos de experiência conclui: “O Poço de Jacó, definitivamente, tem uma reputação nacional de ser um dos lugares mais perigosos para mergulhar.” O próprio Dibble já se ferrou ali.

Ele 1979, ele entrou no poço para retirar o corpo de uma das vítimas que tentou explorar a caverna submersa. Aquele foi um dos piores momentos de sua vida. Dibble estava tentando recuperar os restos mortais de dois jovens mergulhadores de Pasadena, Kent Maupin e Mark Brashier, quando ficou preso. O cascalho se desprendeu e o enterrou até a cintura, na parte inferior da terceira câmara do Poço de Jacó. Logo Dibble se viu sem ar. Por sorte, sua demora foi notada e ele foi resgatado por outros mergulhadores, mas ainda assim sofreu uma ruptura do estômago durante a sua rápida ascensão já inconsciente.

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Em janeiro de 1980, Dibble tomou coragem e voltou às profundezas do Poço, para tentar lacrá-lo. Ele instalou uma tela de aço que impedia a entrada na terceira câmara. Seis meses depois, ao mergulhar para verificar a tela, ele encontrou a grade desmantelada. Mergulhadores não só mergulharam lá com as ferramentas adequadas para retirar a grade, como eles também deixaram um bilhete para Dibble. “Você não pode nos impedir de entrar

Aquilo estava escrito em uma lousa de plástico. O escritor Steve Harrigan diz que, enquanto trabalhava em um artigo para o Texas Monthly, ele mergulhou no poço de Jacó, pelo menos 20 vezes no final dos anos 1970 e início dos anos 80. Ele ajudou Dibble a instalar a grade. A passagem na terceira câmara é estreita e perigosa. Para piorar, os sedimentos do fundo facilmente tornam o lugar um breu. Desesperar-se com a perda brutal da visibilidade que te impede de ver sua própria mão somado a desorientação, significa a morte. “É um lugar muito misterioso, um lugar de adrenalina constante”, diz Harrigan, que escreveu até um romance centrado em torno do poço em 1984.

Até o momento, ninguém sabe qual é o final da caverna. O mistério certamente ainda vai atrair corajosos aventureiros para um fim trágico. Enquanto isso, jovens da região se divertem saltando no poço, muitos alheios ao fato de que lá no fundo, em meio a escuridão, repousam os restos mortais de muitos curiosos.

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

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Poço do Jacó, o poço traiçoeiro

Fonte: 1 2

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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