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Rochas do diabo

Rochas do diabo

No meio do deserto ao norte da Austrália, a 100 quilômetros ao sul da cidade de Tennant Creek, centenas de pedras arredondadas estão espalhadas pela paisagem árida e compõem a “Devils Marbles Conservation Reserve”. Algumas estão empilhadas, enquanto outras estão no topo de afloramentos rochosos numa tentativa, que aparentemente parece ser proposital de se equilibrar umas sobre as outras.

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Os aborígenes das tribo Warumungu, Kaytetye, Alyawarra, e Warlpiri, são os donos das terras onde fica a reserva de 1.800 hectares chamam as pedras de “Karlu Karlu” que se traduz literalmente como “pedras redondas gigantes”, que deriva de uma lenda local em que um ser sobrenatural posicionou as pedras desta forma por puro divertimento. Embora a realidade possa não envolver o paranormal, a ciência é igualmente interessante. As rochas do diabo são muito importante para os aborígenes, sendo um local sagrado para várias tribos. A maior parte da reserva natural é protegido pelo “Northern Territory Aboriginal Sacred Sites Act”. Lendas que cercam a região são passadas de geração em geração pelos aborígenes. Muitas dessas histórias são mantidas em sigilo e apenas algumas podem ser contadas aos turistas.

Pedras do Diabo

As rochas do diabo tiveram inicio há dois milhões de anos, quando o magma solidificou na crosta da Terra formando a rocha ígnea granito. Por cima dela, formou-se uma grossa camada de grés sedimentar que comprimiu o granito sob o seu peso imenso. Durante milhões de anos, o grés erodiu gradualmente, libertando simultaneamente a pressão e fazendo com que o granito se expandisse e se partisse em blocos cúbicos.

Depois da erosão total do grés, os blocos de granito angulares ficaram eles próprios expostos à erosão. Mas o granito é um material mais sólido que o grés, por isso as rochas que vemos agora são muito mais resistentes ao mesmo desgaste químico e mecânico. Uma combinação de água e ácidos químicos naturalmente presentes na atmosfera arredondou as extremidades dos blocos, dando as rochas a aparência arredondada, e a grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas expande e contrai as formas, descolando camadas para dar origem às rochas que vemos hoje.

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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