Guerra

A arte de camuflar navios na guerra

A arte de camuflar navios na guerra

Com o romper da Segunda Guerra Mundial, a Suécia declarou neutralidade e reforçou a sua capacidade de defesa militar. Dos vinte países europeus que se declararam neutros em 1939, só oito conseguiram permanecer fora do conflito durante toda a sua duração – Suécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Andorra, Liechtenstein, Suíça e Vaticano. O governo sueco fez concessões à Alemanha, permitindo que tropas alemãs cruzassem o país por trem da Noruega para a Finlândia e para a própria Alemanha, bem como um constante suprimento de minério de ferro.

A arte de camuflar navios na guerra

HSwMS Tre Kronor da marinha sueca

Apesar da neutralidade, o governo e a população estavam em alerta a uma possível invasão alemã em grande escala. Devido a isso, o país começou secretamente a ocultar os recursos mais valiosos e militares por todo o país, com a intenção de limitar saque e uso dos recursos por parte dos alemães. Destes, os navios de guerra eram os mais cobiçados pelo exército alemão. Assim, uma técnica viking muito usada no passado para esconder os navios, foi a solução.

A arte de camuflar navios na guerra

Efeito feito na imagem para distinguir o navio Tre Kronor na paisagem da ilha

De todos os navios que a marinha sueca possuía, o cruzador Tre Kronor (três coroas) de 7.400 toneladas, era o mais importante e precioso, pois possuía uma grande capacidade ofensiva graças aos seus seis torpedos de 533 mm, sete canhões Bofors de 152 mm e poder transportar 160 minas. Era um dos três cruzadores encomendados pelos governo sueco. O navio foi lançado ao mar em 1944, mas não concluído totalmente, devido aos problemas de suprimentos e recursos que a própria guerra apresentava. No ano seguinte, o segundo navio, Göta Lejon (leão gótico), foi lançado ao mar. Embora inicialmente se planejasse construir uma grande frota, a falta de recursos e outros eventos, como a rendição da Holanda, onde os principais armamentos do navio estavam sendo produzidos, limitaram severamente a produção.

A arte de camuflar navios na guerra

O Väinämöinen, navio da marinha finlandesa sutilmente camuflado em 1944

HSwMS The Kronor deveria ser protegido, pois era o navio mais importante e moderno de toda a marinha sueca, então ele acabou tornando-se parte de uma “ilha”, sendo camuflado usando a técnica usada pelos vikings no passado, cobrindo todo o navio com redes que eram pintadas com as mesmas cores da pedra e vegetação a qual ele estava ancorado. Bastou apenas esconder o navio por um ano, pois com a morte de Adolf Hitler e queda do nazismo em 1945, a guerra se encerrou. Ocultar os barcos e camuflá-los tornando-os parte da geografia da área era uma prática que remonta ao tempo dos vikings. Estes, durante suas expedições, deixavam seus barcos perto da costa e os cobriam com ramos e folhas. Não só a Suécia usou essa técnica, bem como praticamente todos os outros países nórdicos.

A arte de camuflar navios na guerra

Väinämöinen

A arte de camuflar navios na guerra

Väinämöinen

A arte de camuflar navios na guerra

A arte de camuflar navios na guerra

Navio norueguês Hauk em 1989

Fontes: 1

“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser”. – Cecília Meirelles

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