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Cidadela de Erbil, a cidade de seis mil anos

Cidadela de Erbil, a cidade de seis mil anos

Entrar na Cidadela de Erbil (ou Arbil), no centro antigo da capital do Curdistão iraquiano, localizado a 350 quilômetros de Bagdá e a 80 quilômetros de Mosul, é o mesmo que viajar seis mil anos atrás. Uma fortaleza erguida cerca de trinta metros acima do nível do município atual protege as ruínas de uma cidade construída entre o período Neolítico e da Idade do Bronze, que até a década de 90 ainda era ocupada por migrantes curdos da área rural. Acredita-se que esta região é a mais antiga continuamente habitada do mundo. É a terceira maior cidade do Iraque depois de Bagdá e Mosul. Seu nome deriva da palavra assíria “Arba-Illu”, que significa “lugar dos Quatros Deuses“.

Cidadela de Erbil, a cidade de seis mil anos

A mais antiga evidência de ocupação da cidadela data do século cinco antes de Cristo, mas os primeiros assentamentos podem ter sido mais antigos. A primeira fonte histórica a citar a região são as tábuas de Ebla, por volta de 2.300 a.C. e ganhou uma importância particular durante o Império Neoassírio. Durante o Império Sassânida e do Califado Abássida, Erbil foi um importante centro do Cristianismo. Após a captura da cidade pelo Império Mongol em 1258, a importância de Erbil decaiu. Durante o século 20 a estrutura urbana foi significantemente modificada, com um grande número de casas e prédios públicos destruídos.

Cidadela de Erbil, a cidade de seis mil anos

A cidadela está localizado em um monte, de forma oval, que possui entre 25 e 32 metros de altura, que foi criado graças ao acúmulo de materiais ao longo dos milênios da história. A área no topo do monte mede 430 x 340 metros e possui 102 quilômetros quadrados. O solo natural pode ser encontrado a uma profundidade de 36 metros abaixo da atual superfície.

Três rampas, localizadas no norte, leste e sul do monte, levam aos portões no anel externo das casas. O portão do sul era o mais velho e foi reconstruído pelo menos uma vez, em 1860 e demolido em 1960. O portão atual foi construído em 1979. O portão leste é chamado de Portão do Harém e era usado por mulheres.

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Durante o início do século 20, havia três mesquitas, duas escolas, dois takyas (sufismo) e um hammam (banho turco) na cidadela. Também abrigou uma sinagoga até 1957. A única estrutura religiosa que ainda existe é a Mesquita Mulla Effendi, que foi reconstruída no início do século 19. Quando ainda estava ocupada, a cidadela foi dividida em três distritos ou mahallas: de leste para oeste – Serai, Takya e Topkhana.

O Serai era ocupado por famílias nobres, Takya onde ficavam as casas dos dervixes e Topkhanas era o local dos artesãos e agricultores.  Um inventário realizado em 1920 mostra que naquela época a cidadela era dividida em 506 casas. Desde aquele tempo, o número de casas e habitantes foi diminuindo gradualmente. Em 1984, haviam 4.466 pessoas que viviam em 375 casas e em 1995, somente 1.631 habitantes viviam em 247 casas.

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A muralha da cidadela não é uma fortificação contínua, mas consiste de fachadas de aproximadamente 100 casas que foram construídas uma sobre a outra, e da a impressão visual de uma fortaleza inexpugnável que domina a cidade. Por terem sido construídas próximas, muitas foram reforçadas a fim de prevenir qualquer tipo de colapso. Havia cerca de 30 cidades-palácios; a maioria situada ao longo do perímetro da cidadela. A casa mais antiga ainda existente pode ser datada facilmente pois possui a inscrição de 1893. As casas mais velhas podem ser encontradas no lado sudeste, já que as casas do perímetro norte datam dos anos de 1930-1940.

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A arte de tecer os famosos e lendários tapetes persas que por tradição passam de mãe para a filha, perdeu-se praticamente por todo o Iraque devido às diversas guerras e o pouco que era feito, era somente por necessidade. Um museu escola de tecelagem foi criado na cidadela, sendo coletado exemplares de tapetes e instrumentos de tecelagem de todo o Iraque. A poucas mulheres que ainda preservam a arte de tecer tapetes ensinam as novas gerações para que essa arte possa ser recuperada em todo o seu explendor num futuro próximo.

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A Cidadela de Erbil foi incluída na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO graças a “seus documentos históricos iconográficos e escritos mostrarem a antiguidade dos assentamentos no local – um importante centro político e religioso Assírio- com achados arqueológicos e investigações que sugerem que os vários níveis da cidadela preservam os assentamentos mais antigos.” A deterioração do local fizeram com que a cidadela fosse incluída na lista dos 100 maiores sítios culturais em perigo no mundo pela Organização Não Governamental Fundo Mundial de Monumentos (WWF) de Nova Iorque.

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Para saber mais: www.erbilcitadel.org

Fontes: 1 2 3

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo/SC. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, um site sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como histórias inusitadas de pessoas, lendas, eventos e outros assuntos interessantes. Feito para as pessoas que gostam de saber mais sobre um determinado assunto que é tratado superficialmente por outros sites do gênero.

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