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Crazy House, a casa de contos de fadas

Crazy House, a casa de contos de fadas

Đặng Việt Nga

Quando uma pessoa tem um sonho, muitas vezes, a única maneira de obter qualquer paz de espírito é ir atrás dele – não importa o que os outros possam pensar. Assim foi com a arquiteta vietnamita Dang Viet Nga, que tem PhD em arquitetura pela Universidade de Moscou. Seu sonho era criar uma casa como nenhuma outra no mundo e contra todas as probabilidades, ela conseguiu.

A Crazy House como é internacionalmente conhecido, começou com o nome de casa de hóspedes Hang Nga (deusa chinesa da Lua). Situada na cidade de Da Lat, em Lam Dong, Vietnã, a casa começou a ser construída como um projeto pessoal, algo que simplesmente tinha que ser feito, como relatou a arquiteta. Ela não foi projetada para ser um hotel ou uma atração turística, apenas um lar. Depois de concluída, o seu verdadeiro potencial tornou-se evidente.

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A cidade em si já era um resort turístico, com moradias e boulevard elegantes em estilo francês, atraindo muitos turistas e a casa despertava interesse em conhecê-la. Sua idealizadora decidiu recuperar o dinheiro investido na construção, cobrando uma pequena taxa para as pessoas pudessem explorar seu interior. Isso também ajudaria na manutenção da casa que era muito alta.

Não é um lugar fácil de descrever e a maior inspiração para fazer a casa veio de contos de fadas e isso está evidente em todos dos cantos dela. Num lugar se parece com uma árvore gigante, em outro algo tirado de algum livro de J. R. R. Tolkien ou dos parques temáticos da Disney, com uma pitada dos artistas Gaudí e Dali jogado aqui e ali. A arquiteta reconheceu a inspiração pelas obras do arquiteto catalão Antoni Gaudí para sua casa. Desde sua inauguração em 1990, o prédio ganhou reconhecimento por sua arquitetura única, sendo destacado em inúmeros guias e listado em 2009, como um dos dez edifícios mais “bizarros” do mundo pelo jornal Chinese People’s Daily.

Crazy House, a casa de contos de fadas

Embora a criadora não tenha usado nenhum projeto arquitetônico para se basear, a arquiteta fazia esboços simples e contratava artesãos locais para transformá-los em elementos estruturais. Poucos ângulos retos são encontrados em todo o edifício, que, em vez disso, possui uma estrutura orgânica complexa que ecoa formas naturais. O exterior do prédio se assemelha a uma figueira de cinco andares, com aberturas de janelas desigualmente formadas e estruturas semelhantes a galhos que “crescem” ao longo de suas paredes e se elevam acima do teto até o céu.

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Mais tarde, a casa foi transformada em pousada e tem dez ambientes temáticos, cada um tendo um animal como tema; os exemplos incluem a sala do tigre, a sala da águia, a sala das formigas e a sala dos cangurus, cada uma com decorações que combinam com o tema. As paredes da sala do tigre, por exemplo, apresentam um grande tigre com brilhantes olhos vermelhos; a sala canguru incorpora um canguru esculpido com uma lareira na barriga; a lareira na sala de águia está na forma de um ovo de águia gigante. Muitos dos quartos incorporam um nível adicional de simbolismo, com o tema animal ligado a uma determinada nacionalidade. Por exemplo, Nga descreve a sala do tigre como representando “as forças dos chineses”; o quarto da águia como sendo “grande e forte” como os americanos; e a sala das formigas representava o “vietnamita trabalhador

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A mobília dentro dos quartos é feita à mão – e às vezes até embutida nos próprios quartos – para combinar com a forma orgânica não linear dos quartos. Decorações de pedra em toda a casa retratam animais como ursos, girafas, sapos, aranhas e formigas, juntamente com elementos naturais, como cogumelos e teias de aranha. Escadas e corredores no interior do edifício são projetados para se assemelhar a túneis e cavernas.

As autoridades locais, incluindo o Comitê Popular da cidade de Da Lat, se opuseram ao trabalho da arquiteta na casa por muitos anos, rejeitando suas propostas e citando preocupações sobre seu aspecto inusitado, sua falta de estética formal e sua integridade estrutural. Com perseverança – e financiamento privado de amigos e familiares – Dang foi, no entanto, capaz de desenvolver e refinar ainda mais a casa, e finalmente conseguiu convencer o governo nacional em Hanói a endossar seu trabalho, permitindo que ela continuasse construindo sem restrições.

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Custa de 29 a 63 dólares por pessoa o pernoite no local. A arquiteta Dang Viet Nga, foi muitas vezes chamada de “a mulher louca de Da Lat“, mas vendo com a casa ficou mundialmente famosa, trazendo milhares de turistas por ano a cidade, talvez ela não seja tão louca assim. A pousada de cinco andares gerou muita atenção e controvérsia desde a sua criação, com reações que vão desde críticas e escárnios até a admiração aberta. A casa foi apelidada de “Casa Louca” pelos primeiros visitantes, um nome que a arquiteta logo adotou para a casa.

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Site oficial: www.crazyhouse.vn

Publicado originalmente em outubro de 2015

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