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Creeping devil, o cacto rastejante do deserto

Creeping devil, o cacto rastejante do deserto

A estreita península de Baja Califórnia Sur, banhada pelo Oceano Pacífico, no estado mexicano na costa oeste, abriga uma espécie única e rara de cacto, conhecida como Creeping Devil (Diabo rastejante, tradução livre), com seu nome científico de Stenocereus eruca.

Em vez de crescer ereto como outras espécies de sua família, o diabo rastejante cresce deitado ao chão, com apenas uma extremidade ligeiramente levantada, em torno de 20 a 30 centímetros. Quando centenas desses cactos crescem juntos em uma imensa colônia, parece quase como o local de um massacre brutal, como se alguém os houvesse desmembrado em pedaços.

O Creeping devil está prostrado no chão porque tem a rara habilidade de rastejar. Ele faz isso crescendo horizontalmente na extremidade principal, e ao mesmo tempo, matando sua outra extremidade. A parte inferior do caule produz novas raízes na extremidade em crescimento para fornecer à planta uma fixação ao solo, bem como água e nutrientes, enquanto ela lentamente se arrasta pelo chão do deserto.

A extremidade traseira apodrece e se assimila ao solo, transformando-se em nutrientes que retornam à planta através das raízes. Assim, o cacto não apenas se mata para se mover, mas também canibaliza suas partes mortas para sobreviver.

Creeping devil, o cacto rastejante do deserto

O cactos crescendo no jardim botânico da Biblioteca de Huntington | Crédito da foto

A taxa de crescimento e sua trajetória do cactos depende do clima em que ele cresce. Em seu habitat nativo, onde o clima é úmido e marinho, ele rasteja a uma velocidade de até sessenta centímetros por ano. Mas quando os espécimes são levados para um ambiente quente e árido, o crescimento dos cactos fica atrofiado, o que retarda sua taxa de deslocamento em noventa por cento.

Por que tal espécie de cactos viaja pelo ambiente é uma questão que não se conseguiu encontrar a resposta. É mais provável que tenha a ver com sobrevivência. O diabo rastejante cresce em um trecho isolado de terra onde não há criaturas para espalhar seu pólen. O cacto evoluiu assim para se reproduzir assexuadamente ou clonando, onde partes do cacto se separam das bases que morrem e crescem independentemente como uma nova planta.

Infelizmente, por ser uma das plantas mais fascinantes do mundo, essa espécie de cactos atualmente está em perigo de extinção. Um tronco desse cacto pode ser vendido por cerca de quinze mil reais no mercado negro. Se deixado sozinho, sem a interferência humana, a espécie pode viver até 100 anos.

Fontes: 1 2

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