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Petaloudes, o vale das borboletas

Petaloudes, o vale das borboletas

Na parte ocidental da ilha de Rhodes, a cerca de cinco quilômetros ao sul da aldeia Theologos, fica Petaloudes o vale das borboletas, na Grécia. Todo ano, milhares de borboletas (Callimorpha quadripunctaria) uma sub-espécie da borboleta Jersey Tiger Moth (Euplagia quadripunctaria rhodosensis) chegam ao vale para se reproduzirem.

Eles vivem onde quer que possam encontrar a árvore estoraque, também chamadas de Estirax ou Oriental Storax (Liquidibar Orientalis) com seu cheiro forte característico, produzido por um tipo de resina chamada benjoim, que é na verdade uma secreção, espessa, viscosa, amarelada, obtida dos cortes feitos na casca da árvore e é muito usado pelas igrejas locais, para fazer incenso, porque depois de seca tem um aroma que lembra baunilha.

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Durante os meses de verão, de junho a agosto é o hábito natural de milhares de borboletas irem para o vale Petaloudes, onde passam o verão inteiro no habitat fresco e úmido e vivendo inteiramente de sua gordura corporal. Em seguida, elas se acasalam durante as últimas semanas de agosto e a maioria das fêmeas voam para longe, em alguns casos, voam por mais de 25 quilômetros para colocarem seus ovos em locais escuros e seguros, de preferência entre os arbustos e plantas, e depois morrem. As lagartas na época chuvosa, vivem em seus casulos até a próxima primavera, para então se espalhar por toda a área circundante até o ciclo se repetir novamente. O calor e o cheiro do estoraque as atrai de volta para o vale, viajando durante a noite.

Infelizmente, ao longo dos últimos anos, a população dessa espécie de borboleta está decrescendo. Um das razões é a falta de sossego. As borboletas tem um sistema digestivo atrofiado, eles não têm boca, estômago ou intestino. Durante sua curta vida como uma pequena criatura voadora, elas se alimentam dos estoques da vida passada, quando eram lagartas. Apesar dos avisos, os visitantes das áreas de Petaloudes perturbam as borboletas com sons altos, palmas ou assobios, assustando-as e forçando-as a voarem mais tempo e gastando sua valiosa energia, e muitas morrem antes mesmo de se reproduzirem. O lugar é aberto a visitação, mas diversas placas informam os visitantes  para não perturbarem as borboletas com sons altos.

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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