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Sequoias, o início da destruição

Sequoias, o início da destruição

A Sequoia Vermelha (Sequoia sempervirens) é considerada uma das maiores e mais antiga árvore da Terra e ela é capaz de viver por milhares de anos e alguns exemplares já derrubados, eram mais antigos do que às pirâmides de Gizé no Egito. Devido ao seu tamanho, foram cortadas para produzir madeira até quase a extinção. Uma delas ainda em pé, chamada Hyperion, é a árvore mais alta da Terra, com 115 metros de altura.

Quando a emigração de europeus intensificou-se no oeste americano em 1800, eles precisavam de muita madeira para a construção de suas casas. A exploração comercial seguiu a expansão dos Estados Unidos com as empresas se esforçando para manter-se no ritmo alucinante do progresso. A extração de madeira tornou-se rapidamente a indústria de maior importância no oeste.

Sequoias, o início da destruição

Quando o ouro foi descoberto no noroeste da Califórnia, em 1850, milhares de pessoas lotaram a região das sequoias em busca de riqueza e de uma nova vida, mas falharam nos esforços de ficarem ricos na extração do ouro, e muitos homens foram trabalhar no corte das árvores gigantes, devido ao crescente desenvolvimento de cidades como São Francisco e de outros lugares da Costa Oeste.

O tamanho descomunal das sequoias fez sua madeira ser muito valorizada, e era conhecida por sua durabilidade e funcionalidade. Em 1853, nove serrarias operavam em Eureka, uma cidade que se estabeleceu e cresceu em menos de três anos, devido a corrida do ouro. Nesse período de tempo, a floresta de sequoias cobria mais de 8.100 quilômetros quadrado da costa da Califórnia.

Sequoias, o início da destruição

Os madeireiros na época usavam machados, serras e outros métodos antigos para cortar as imensas árvores e demoravam dias até que uma árvore gigante estivesse no chão, pronta e cortada em pedaços para ser transportada até a madeireira e o avanço da tecnologia do século 20 permitiu que mais árvores fossem cortadas em menos tempo. Transportar esses troncos também era um desafio e ferrovias começaram a substituir os cavalos e bois. As fraudes em terra era comum naquele tempo, e milhares de hectares de florestas de sequoias eram transferidas do domínio público onde o corte era proibido para o setor privado em pouco tempo. Apesar de alguns fraudadores serem presos, muitos milhares de hectares de terra foram perdidos nessas fraudes.

Sequoias, o início da destruição

Depois de muitas décadas de desmatamentos, sérios esforços para a conservação começaram a surgir. Em 1918, a organização “Save the Redwoods” foi fundada para preservar as remanescentes sequoias, e seu trabalho resultou na criação de parques de preservação, como de “Prairie Creek“, “Del Norte Coast” e “Jedediah Smith Redwoods State Parks” entre outros. Quando Redwood National Park foi criado em 1968, cerca de 90% das florestas de sequoias havia desaparecido. Atualmente, o parque Redwood National e outros Parques Estaduais, tem juntos apenas 540 quilômetros quadrados. Além das florestas de sequoias, os parques preservam a fauna e flora, pradarias, rios, recursos culturais e indígenas e de quase sessenta quilômetros de costa americana ainda intocada.

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As imagens desde artigo são de lenhadores em pleno trabalho de cortar às seculares árvores sequoias vermelhas em Humboldt County, na Califórnia, e foram tiradas numa época em que o corte dessas imensas árvores estava em seu auge. As fotos fazem parte do acervo da Biblioteca da Universidade Estadual de Humboldt, uma série de imagens do noroeste da Califórnia tiradas entre 1880 e 1920 feitas pelo artista sueco Augusto William Ericson(1848-1927).

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Fontes: 1 2

“A vida é como andar de bicicleta. Para ter equilíbrio, você tem que se manter em movimento”. – Albert Einstein

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Me chamo Julio Cesar, e moro no litoral de Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, que tem como objetivo descrever lugares curiosos, estranhos ou inóspitos, bem como lendas, eventos inusitados pelo mundo afora.

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