Em abril de 1995, uma enorme pedra de 55 toneladas rolou morro abaixo e acabou parando dentro do quarto da casa de Maxine e Dwight Anderson, em Fountain City, Wisconsin, Estados Unidos. Nesse acidente, ninguém morreu ou mesmo ficou ferido. No momento do acidente, a sra. Maxine estava na cozinha quando ouviu um grande estrondo e um outro mais forte, segundo depois, quando a casa inteira balançou. O casal tinha acabado de remodelar sua casa e momentos atrás, ela estava justamente naquele quarto, fotografando-o, orgulhosa de como tinha ficado após a remodelação. Desanimados com a casa e preocupados que talvez pudesse vir outra pedra abaixo, os Anderson só queriam se livrar dela.

John Burt, um investidor imobiliário tinha comprado semanas antes, um depósito de madeira na cidade, lugar esse considerado perigoso, pois ficava embaixo de uma colina e que já tinha presenciado muitos acidentes, com caminhões descendo a colina com problemas de freio e parando no pátio do depósito. Uma amigo de John achou um péssimo negócio e comentou: “John, você comprou o depósito, onde os caminhões gostam de parar depois de vir morro abaixo, porque não compra a casa com a pedra dentro também?“.

Foi o que ele precisava ouvir para adquirir a casa, mas em vez de restaurar a mesma, como qualquer pessoa faria, ele acreditou que a pedra dentro dela daria mais dinheiro do que vende-la ou aluga-la e então renomeou sua propriedade de “The Rock in the House“, e afixou uma placa em frente a casa e a transformou em uma atração turística, cobrando uma pequena quantia para que as pessoas pudessem visitar e ver o estrago que a pedra causou.

Nos primeiros seis meses, cerca de 12.000 pessoas visitaram a atração. A casa inteira foi deixada intacta, desde que os Anderson se mudaram, e o quarto com a pedra da mesma forma, com as paredes de madeira lascadas, sujeira e detritos espalhados por todo o lugar e está assim desde então. A sala de estar, decorado em estilo do início de 1990 com papel de parede, pisos, televisão e móveis da época, continuam os mesmos. Ao longo de uma parede no corredor, há itens a venda como camisetas e pedras pintadas, como souvenirs.

A casa permanece desocupada, e os turistas são bem-vindos para visitar o lugar. Há uma taxa de dois dólares para entrar nela, e a cobrança é na base da confiança, com a caixa da coleta perto da porta principal. Notas escritas à mão pelos Anderson relatando o episódio, estão afixados em lugares estratégicos e também vários recortes de jornais que contam histórias de outros desastres em Fountain City, como inundações e terremotos.

Um desses recortes, relata que na primavera de 1901, outra pedra com cerca de cinco toneladas rolou morro abaixo, atravessado o telhado da casa que ficava naquele mesmo lugar. Nesta acidente, o casal Dubler estava dormindo e a proprietária foi esmagada pela pedra, morrendo na hora, enquanto seu marido cego, que estava na cama ao lado dela, sobreviveu milagrosamente. A casa foi designada pelo conselho da cidade como um “objeto de caráter especial” e foi concedida uma autorização para sua preservação histórica. Isso, é claro, até a próxima pedra vir abaixo.

Fonte: 1 2

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Sobre o Autor

Curioso desde sempre, queria um lugar para guardar às curiosidades de lugares e histórias inusitadas que lia em livros ou pela internet e assim nasceu o site Magnus Mundi em 2015. Me chamo Julio Cesar, sou natural de Blumenau e morador de Porto Belo, litoral de Santa Catarina.

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