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Cartões postais, seus segredos e polêmicas

Cartões postais, seus segredos e polêmicas

Eles são ícones absolutos das cidades onde estão e aparecem em bilhões de fotografias feitas por turistas de qualquer pedaço do globo. De tão conhecidos, parece até que os museus, arranha-céus, pontes e estátuas sempre estiveram lá, como parte da paisagem urbana. Mas, antes de virarem marcos, eles foram alvo de polêmicas, protestos judiciais e debates sem fim em seus países.

A lista abaixo retira a poeira de fotos de arquivo para revelar segredos, curiosidades e dificuldades das obras de dez dos monumentos mais famosos do planeta. Confira!

Estátua da Liberdade, Nova York – Estados Unidos (1876-1884)

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O francês Auguste Bartholdi terminou a Estátua da Liberdade em 1884, mas ela só foi inaugurada dois anos mais tarde. É que o monumento que celebra o centenário da independência norte-americana foi construído no quintal do artista, lá na França. Depois de pronta, ela teve de ser desmontada em 350 peças e encaixotada em 214 caixotes para ser despachada de navio até Nova York.

Taj Mahal, Agra – Índia (1630-1652)

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Depois de o Taj Mahal quase vir abaixo durante a rebelião hindu, em 1857, o governo indiano passou a cuidar melhor do mausoléu feito do amor de Shah-Jahan (e da força de mais 20 mil homens) pela princesa Mumtaz Mahal. O domo foi protegido por um andaime gigante durante os ataques aéreos da 2ª Guerra Mundial, na década de 1940, e o conflito entre Índia e Paquistão, que se estendeu entre os anos 1960 e 1970.

Empire State, Nova York – Estados Unidos (1930-1931)

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Cerca de 3 mil operários fizeram o Empire State subir quatro andares e meio a cada semana durante a obra. O arranha-céu foi erguido em tempo recorde para ganhar a corrida da construção mais alta do mundo, título até então em posse da Torre Eiffel. O tijolo sobre tijolo em um desenho rápido deu certo, e ele se manteve no topo por mais 4 décadas.

Casa Fallingwater, Pensilvânia – Estados Unidos (1936-1939)

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A família Kauffman ficou um tanto desapontada quando descobriu que seria difícil ver a cachoeira da sacada da sua nova casa, projetada por Frank Lloyd Wright. Foi quando o arquiteto surpreendeu os moradores e mostrou que o imóvel foi erguido sobre a cachoeira não para vê-la, mas para senti-la: o som da queda-d’água preenche os interiores da mansão, hoje transformada em um museu.

Ponte do Brooklyn, Nova York – Estados Unidos (1870-1883)

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A ponte suspensa que une os dois distritos mais badalados de Nova York, Brooklyn e Manhattan, foi construída sobre o rio de cima para baixo, com câmaras pneumáticas. O projeto inovador levou 13 anos para ser concluído, usou quase 10 mil km de cabos de aço, custou mais de US$ 15 milhões e matou cerca de 20 pessoas, inclusive seu projetista, o alemão John Roebling.

Museu Guggenheim de Bilbao – Espanha (1993-1997)

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Um dos marcos da revitalização da cidade basca, o projeto de Frank Gehry transformou um porto abandonado em um forte polo cultural e turístico da Espanha. Tão importante como a mistura inusitada de titânio, vidro e calcário, foi a dupla homenagem que o arquiteto norte-americano prestou com o edifício de 46 m de altura. A forma lembra o desenho moderno de Frank Lloyd Wright, autor do Guggenheim de Nova York, ao mesmo tempo que é, também, um navio, em referência à antiga produção de barcos pela qual Bilbau foi um dia conhecida.

Pirâmide do museu do Louvre, Paris – França (1984-1989)

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Antes de se tornar um símbolo tão forte como é a Monalisa para 8,5 milhões de turistas que passam pelo Louvre todo ano, as cinco pirâmides da entrada foram alvo de grandes debates na França. Não bastasse o projeto ter sido criticado por ter formas futuristas demais para o contexto clássico do museu, o best-seller de Dan Brown, O Código Da Vinci, ressuscitou o mito da década de 1980 de que a estrutura principal tem exatas 666 placas de vidro. No aniversário de 20 anos, o arquiteto I. M. Pei desmentiu novamente a polêmica e disse ter usado 673 placas, sendo 603 losangos e 70 triângulos.

Ponte Golden Gate, Califórnia – Estados Unidos (1933-1937)

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Por quase uma década, 2 mil ações tentaram impedir a construção da ponte Golden Gate, na entrada da baía de San Francisco: os moradores temiam perder a bela vista, e os militares, uma saída estratégica em tempos de guerra. Até mesmo a escolha da cor foi tumultuada. A marinha exigia listras amarelas e pretas para que os barcos pudessem avistá-la de longe, mas ,enquanto os construtores decidiam como pintá-la, foi feito um teste nas vigas com o laranja internacional. As autoridades do Estado gostaram do tom vibrante e ficaram com ele.

Capitólio, Washington – Estados Unidos (1793-1868)

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A primeira sessão do Congresso norte-americano ocorreu em novembro de 1800, com o Capitólio ainda em obras. Isso porque o projeto encomendado pelo presidente George Washington foi concluído apenas na gestão de Andrew Johnson, o 17º líder do país. Durante esses 75 anos, o desenho original de William Thornton passou por várias modificações (e mãos de outros sete arquitetos), como mostra a foto acima, de 1863, quando o domo foi refeito na fase final de expansão do prédio.

Torre Eiffel, Paris – França (1887-1889)

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A torre do engenheiro Gustave Eiffel era para ser apenas a porta de entrada da grande feira internacional de 1889, que reunia as novidades científicas e culturais da época – ou seja, foi pensada como uma atração temporária. Mas, quando a estrutura de ferro fundido de 10 mil toneladas e 300 m de altura ficou pronta, ganhou o posto de maior construção do mundo por 41 anos – e o coração dos franceses para todo o sempre.

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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