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O pica-pau buraqueiro

O pica-pau buraqueiro

O Acorn Woodpecker é o tipo mais comum de ave da família dos pica-paus que habita as florestas do México e sudoeste dos Estados Unidos (Califórnia e Oregon). Seu apelido é Pica-pau da bolota (Melanerpes formicivorus) e o habitat desta ave é as florestas de carvalhos, devido as semente que são conhecidas por bolotas e que podem ser encontrado por todos os lados nessas florestas e o pica-pau da bolota costuma pegar essas sementes ainda verdes e armazena-las para o inverno, enfiando-as em buracos feitos por eles em troncos de árvores.

À primeira vista, não tem nada de surpreendente nisso, pois é a forma de estocar de muitas outras aves e animais, mas essa espécie de pica-pau pode acabar armazenando mais de 60.000 dessas sementes numa única árvore, fazendo a mesma parecer ter sido metralhada por uma arma de alta potência.

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O Pica-pau da bolota faz isso para armazenar as sementes, empurrando-as para os sulcos esculpidos à bicadas, nos troncos das árvores que podem ser carvalhos, eucaliptos, pinheiros, sicômoro, e outras árvores mortas. Mas também pode usar qualquer estrutura feita pelo homem para armazenar as bolotas, como mourões de cerca, postes de iluminação, paredes de casas, radiadores de carros abandonados. Num tanque de água de madeira no Arizona foram recolhidos 220 kg de bolotas.Quando o estoque numa área for comido, o pica-pau vai para outra área, indo até do Arizona ao México passar o inverno.

Geralmente eles vivem em bandos pequenos de até 6 a 10 aves adultas, sem contar com os filhotes, e passam o dia todo, sete dias por semana repetindo o trabalho. Cada bando tem seu próprio território para alimentação e reserva de comida, de modo que eles se juntam para proteger o estoque, de outras aves e principalmente dos esquilos. Cada grupo pode ter de 5 a 7 machos que durante a época de acasalamento disputam o direito de acasalar com as fêmeas e mesmo que um seja escolhido, os outros tentam interferir no processo. O pica-pau da bolota pratica uma criação cooperada que é relativamente raro, de apenas 9% das espécies de aves, onde a maioria dos ninhos tem três machos e duas fêmeas e grupos de até dez ajudantes para cuidar da prole. Curiosamente, essas coalizões de reprodução normalmente são intimamente relacionados. Os machos são muitas vezes irmãos, e as fêmeas geralmente são irmãs. A endogamia é raro, no entanto, o que significa que os co-criadores do sexo oposto quase nunca estão relacionados. Cada bando tem uma área bastante grande, a partir do qual as aves estranhas são expulsas, mesmo que seja da mesma espécie. A defesa do território é obrigação de todos os membros do grupo.

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A reprodução é como a dos outros pica-paus, sendo feita sempre no oco de uma árvore. A árvore é escolhida com cuidado e uma vez feito o ninho, a fêmea nunca mais mudará o local durante a vida. Na primavera, todas as fêmeas do grupo vão depositar seus ovos no mesmo ninho, e depois que nascem os filhotes, machos e fêmeas, alternadamente vão cuidar da prole. Os filhotinhos crescerão rapidamente, e nos primeiros meses de idade voarão do ninho.

A plumagem dos pica-paus na fase adulta tem cor marrom escuro no dorso, cauda e asas, e inferior – o abdômen, pescoço e cauda – é de um branco acinzentado. A fronte é branca, com um fortíssimo bico preto esverdeado. A maior característica e que os machos tem um topete vermelho, sob a cabeça. Nos indivíduos do sexo feminino, o topete é dividido por faixas brancas. O que realmente impressiona nessas aves é sua capacidade de estocagem. Numa floresta de montanha da Califórnia uma só arvore sicômoro tinha 20 mil bolotas! Num pinheiro ao lado, foram encontradas cerca de 50 mil bolotas! Estes animais guardam sementes durante todo o ano. O dia a dia é esse. Cavar um buraco, buscar a semente, coloca no buraco a bicadas e repetir todo o processo novamente, e nesse meio tempo, proteger o estoque armazenado. Acreditasse que Walter Lantz tenha se inspirado no pica-pau de bolotas para a criação de seu personagem de desenho animado Pica-pau (Woody Woodpecker).

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Fontes: 1 2 3

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

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Me chamo Júlio César e moro em Porto Belo, Santa Catarina. Sou o idealizador do site Magnus Mundi, uma revista digital feita para pessoas que gostam de ler e saber mais profundamente sobre lugares curiosos, estranhos ou inóspitos pelo mundo afora, bem como lendas, eventos e outros assuntos inusitados.

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